O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (26) que o Brasil não aceitará ser tratado como “subalterno” em negociações internacionais, em referência ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
“Estamos dispostos a sentar à mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, disse Lula durante a segunda reunião ministerial do ano, realizada no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin, junto aos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está à frente das conversas para tentar reverter as medidas comerciais. “Eles estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja, o assunto que for, sobretudo na questão comercial”, afirmou.
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Lula também criticou diretamente a postura de Washington. “O governo dos Estados Unidos tem agido como se fosse imperador do planeta Terra. Nós somos um país soberano, temos Constituição e legislação próprias, e quem quiser atuar em nosso território deve respeitá-las”, declarou.
Na reunião, marcada por um ato simbólico em que ministros usaram bonés azuis com a frase “O Brasil é dos Brasileiros”, o presidente também comentou temas da política internacional, como o provável fim da guerra na Ucrânia e o conflito em Gaza.
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Além disso, Lula voltou a atacar a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de agir contra os interesses nacionais. “O que está acontecendo hoje com a família do ex-presidente e o comportamento do filho dele nos Estados Unidos é, possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, afirmou.
O encontro ocorreu em um momento em que o governo busca recuperar índices de popularidade e tratou ainda de temas internos, como a regulamentação das big techs e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
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