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quarta-feira, setembro 16, 2026

Familiares protestam após TJRS reduzir penas de réus da boate Kiss

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A decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) de reduzir as penas dos quatro condenados pelo incêndio da boate Kiss gerou forte reação entre familiares das vítimas. Após a sessão desta terça-feira (26), parentes e sobreviventes realizaram um protesto em frente ao tribunal usando narizes de palhaço e camisas com fotos dos jovens mortos na tragédia de 2013.

As penas, que antes variavam entre 18 e 22 anos, foram diminuídas para 11 e 12 anos de prisão em regime fechado. A medida beneficiou os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, além do vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e do ajudante de palco Luciano Bonilha Leão.

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“Estamos fazendo papel de palhaço. Os caras mataram 242 filhos nossos e tiveram suas penas reduzidas”, desabafou um dos representantes da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria. Ele afirmou que a entidade considera a decisão “inaceitável” e confirmou que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O Ministério Público havia se manifestado contra o pedido das defesas, destacando a gravidade dos crimes, o sofrimento das famílias e os impactos da tragédia para a cidade. Ainda assim, os desembargadores Rosane Wanner da Silva Bordasch (relatora), Luiz Antônio Alves Capra e Viviane de Faria Miranda votaram pela redução das penas, por unanimidade.

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O advogado Jean Severo, que representa Luciano Bonilha, avaliou a decisão como positiva: “Ficamos satisfeitos. Assim, Luciano vai para um regime menos gravoso e poderá retomar sua vida”.

Relembre o caso:

O incêndio ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS), após o uso de artefato pirotécnico durante show da banda Gurizada Fandangueira. O fogo atingiu uma espuma no teto da casa noturna, liberando fumaça tóxica. Ao todo, 242 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas.

Com a nova decisão, a polêmica em torno da responsabilização dos acusados deve seguir nos tribunais superiores, mantendo viva a luta das famílias por justiça.

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