Levi Griffin nasceu com 25 semanas e seis dias de gestação, pesando cerca de 710 gramas, e permaneceu 135 dias na UTI neonatal antes de receber alta. Após o período de internação, os pais Taytum e Nick Griffin, ambos de 31 anos, organizaram um jantar em casa para agradecer aos profissionais que acompanharam o filho durante os primeiros meses de vida.
A gestação de Taytum era considerada de alto risco desde o início. Ela havia sido diagnosticada com uma hemorragia subcoriônica, que inicialmente deveria desaparecer até o segundo trimestre, mas continuou aumentando e foi acompanhada pelo surgimento de uma segunda hemorragia.
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Quando entrou em trabalho de parto, os sintomas chegaram a diminuir, mas logo depois s a situação mudou. A placenta de Taytum se separou repentinamente do útero, exigindo uma cesariana de emergência.
Levi nasceu pouco depois das 9h e foi levado imediatamente para a UTI neonatal. O bebê precisou ser intubado e colocado em uma incubadora, cercado por equipamentos e fios. “Fiquei em choque porque era meu filho, foi tudo tão rápido. Eu simplesmente vi um bebê e não fazia ideia. Não conseguia imaginar que tinham conseguido tirá-lo tão rápido”, contou Nick à People.
Enquanto Taytum permanecia inconsciente após a cirurgia para controlar o sangramento, Nick conheceu o filho: “Eu provavelmente parecia um fantasma para eles. Fiquei em choque por ver minha esposa ser anestesiada e conhecer meu filho pela primeira vez, tudo em um intervalo de 30 minutos”.
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Taytum não se lembra do nascimento. “Eu sei que aconteceu, mas minha memória não está lá”, afirmou.
Durante os 135 dias seguintes, a rotina da família passou a acontecer dentro do hospital. Nick costumava chegar antes do trabalho para ficar com Levi, enquanto Taytum passava parte do dia ao lado do bebê. À noite, os dois se encontravam no hospital e deixavam o local juntos.
O período foi marcado por avanços e novas dificuldades. Levi apresentou episódios de bradicardia, quando a frequência cardíaca diminui significativamente. Cada ocorrência fazia com que o período de observação antes da alta fosse reiniciado. “É fácil dizer que a UTI neonatal tem altos e baixos, isso já virou um clichê, mas descobrimos que é ainda mais uma montanha-russa. Pode mudar de uma hora para outra”, disse Nick.
Com o passar dos meses, médicos e enfermeiros se tornaram parte importante da rotina da família. “Eles nos conhecem melhor do que nossa família e nossos amigos. Eles nos viram em um nível que ninguém mais viu”, afirmou Taytum.
Depois de aproximadamente quatro meses e meio internado, Levi finalmente pôde voltar para casa.



