O cientista John Craig Venter, um dos nomes centrais na decodificação do genoma humano, morreu nesta quarta-feira (29), aos 79 anos, em San Diego, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Instituto J. Craig Venter, que destacou o impacto duradouro de seu trabalho na ciência moderna.
De acordo com o instituto, Venter enfrentava um câncer diagnosticado recentemente e havia sido internado devido a complicações do tratamento. Em nota, a instituição ressaltou sua influência na área: “É com grande pesar que anunciamos o falecimento de J. Craig Venter. Sua liderança e visão transformaram a genômica e ajudaram a impulsionar a biologia sintética”.
Figura-chave na chamada corrida pelo mapeamento do DNA humano, Venter liderou, à frente da Celera Genomics, a primeira montagem completa do genoma humano, apresentada no ano 2000. O feito colocou o setor privado em disputa direta com iniciativas públicas e acelerou uma das maiores conquistas científicas da história recente.
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Ao longo da carreira, o pesquisador também esteve à frente da produção dos primeiros rascunhos das sequências genéticas humanas e, posteriormente, participou do desenvolvimento do primeiro genoma humano diploide de alta qualidade — avanço que evidenciou a importância de compreender a herança genética de ambos os pais.
Em 2006, fundou o instituto que leva seu nome, responsável por dar continuidade a estudos em genômica e projetos como a expedição global de amostragem oceânica, voltada à diversidade genética marinha.
Na homenagem divulgada após sua morte, o JCVI afirmou que seguirá os princípios estabelecidos pelo cientista. “Honraremos seu legado dando continuidade à missão que ele construiu: promover a ciência genômica, defender os investimentos públicos que tornam as descobertas possíveis e estabelecer parcerias amplas para transformar conhecimento em impacto”.
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O trabalho de Venter rendeu reconhecimento internacional, incluindo o prêmio Edogawa NICHE, em 2020, e consolidou seu nome como um dos principais responsáveis por transformar a forma como a ciência compreende a vida em nível molecular.
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