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sexta-feira, julho 17, 2026

Responsável por tentar atirar em Trump tirou selfie com armas minutos antes do ataque

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A investigação sobre a tentativa de assassinato do presidente Donald Trump ganhou um novo elemento central: uma selfie tirada pelo próprio suspeito pouco antes da ação. A imagem, divulgada por promotores federais, mostra Cole Tomas Allen diante de um espelho, vestido com terno escuro e portando armas de fogo e facas presas ao corpo — um registro que, segundo a acusação, evidencia preparação deliberada para o ataque.

O episódio ocorreu no Washington Hilton, onde acontecia o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. De acordo com os investigadores, a foto foi feita às 20h03, poucos minutos após o início do evento e instantes antes da investida armada.

As imagens integram um documento apresentado pela promotoria do Distrito de Columbia e são tratadas como uma das principais provas de premeditação. Conforme os autos, Allen teria iniciado o planejamento cerca de três semanas antes, realizando buscas sobre o evento, acessando informações da programação presidencial e garantindo hospedagem no mesmo hotel onde o jantar seria realizado.

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Ainda segundo a investigação, o suspeito viajou da Califórnia até Washington de trem, acompanhando notícias e detalhes do evento durante o trajeto. Já na capital, consultou a agenda do presidente em diferentes momentos do dia, inclusive minutos antes de sair do quarto.

Após registrar a selfie, Allen teria deixado o local armado com uma espingarda e se dirigido rapidamente a uma escadaria que dava acesso ao salão principal. De acordo com o Serviço Secreto, ele chegou a disparar na direção da área do evento, sendo imediatamente contido pelas forças de segurança.

Durante a ação, um agente foi atingido no colete à prova de balas, mas ninguém ficou ferido. O presidente e outras autoridades presentes foram retirados em segurança.

O suspeito responde por tentativa de assassinato do presidente, transporte ilegal de armas e uso de arma de fogo durante crime violento. Se condenado, poderá enfrentar prisão perpétua.

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Para os investigadores, a sequência de evidências — especialmente a imagem registrada momentos antes do ataque — reforça a tese de que o atentado foi cuidadosamente planejado e executado com base em informações detalhadas sobre o evento e seus participantes.

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