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quarta-feira, setembro 16, 2026

Cometa raro cruza o céu do hemisfério sul e pode não voltar por 170 mil anos

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Um visitante vindo das regiões mais distantes do sistema solar está prestes a protagonizar um espetáculo raro no céu do hemisfério sul. O cometa C/2025 R3 PanSTARRS poderá ser observado nas próximas semanas antes de desaparecer por um intervalo estimado em até 170 mil anos — ou até mesmo deixar o sistema solar definitivamente.

Após ser visível no hemisfério norte, o corpo celeste agora surge em posição favorável para países do sul, como Nova Zelândia, Austrália e partes da África. Segundo o astrônomo Josh Aoraki, o melhor momento para observação ocorre logo após o pôr do sol, quando o cometa aparece baixo no horizonte oeste. “O cometa – conhecido como C/2025 R3 PanSTARRS – estava viajando pelo hemisfério norte, mas ‘deu a volta no Sol’ e agora está visível no sul”, explicou.

Apesar de seu brilho relativamente intenso, o fenômeno não deve ser facilmente visto a olho nu. O uso de binóculos, telescópios ou câmeras é recomendado para captar melhor os detalhes. “Não é um brilho visível a olho nu… [mas] esta é relativamente fácil de fotografar, o que é sempre bom”, afirmou o especialista.

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Visualmente, o cometa pode aparecer como um ponto difuso de tonalidade azul-esverdeada, envolto por uma nuvem de gases chamada coma e acompanhado por uma cauda suave que se estende no espaço. “Você vê a coma e a cauda parecendo um pequeno meteoro difuso no céu.”

A janela de observação, no entanto, é curta. A tendência é que o brilho diminua gradualmente nos próximos dias, o que torna o registro mais urgente para quem deseja acompanhar o fenômeno.

Originário da Nuvem de Oort, o cometa pertence à categoria de longo período — aqueles que levam dezenas ou até centenas de milhares de anos para completar uma órbita ao redor do Sol. No caso do C/2025 R3 PanSTARRS, esse ciclo pode chegar a aproximadamente 170 mil anos.

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Ainda assim, não há garantia de retorno. A proximidade com o Sol pode alterar sua trajetória ou até provocar a perda de massa suficiente para desviá-lo de forma permanente. “É muito difícil prever a trajetória deles, porque à medida que orbitam o Sol, eles perdem massa, e isso pode mudar o caminho”, disse Aoraki. “Portanto, poderia retornar nesse período, mas também poderia ser ejetado completamente do sistema solar.”

Diante dessa incerteza, a atual passagem representa uma oportunidade rara de observar um objeto que, na prática, pode nunca mais cruzar o céu visível da Terra.

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