
Notas de dólar americano em alta (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (27/5), o dólar opera em alta, enquanto o mercado financeiro divide sua atenção entre os indicadores econômicos internos e o clima de tensão no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e Líbano.
++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive
No Brasil, o foco do dia é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerado como a "prévia" da inflação oficial no país.
++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse
Às 9h11, a moeda americana avançava 0,39%, sendo negociada a R$ 5,046. No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,027. Com isso, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,52% em maio, mas perdas de 8,41% frente ao real em 2026.
As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas. No dia anterior, o índice caiu 0,69%, fechando em 176,5 mil pontos. No mês, a Bolsa acumula queda de 5,74%, mas no ano, registra uma valorização de 9,59%.
Nesta quarta-feira, o destaque da agenda econômica nacional é o IPCA-15, conhecido como a "prévia" da inflação no Brasil. Em maio, o índice foi de 0,62%, desacelerando em relação a abril, mas superando as expectativas do mercado. Nos últimos 12 meses até maio, o IPCA-15 variou 4,64%, acima das projeções dos analistas e estourando o teto da meta de 12 meses, de 4,5%.
Em abril, o IPCA-15 foi de 0,89% mensalmente e 4,37% no acumulado de 12 meses, segundo o IBGE. Para maio, a média das projeções dos analistas apontava para variações de 0,53% (mensal) e 4,55% (anual). A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O IPCA-15 se diferencia do IPCA, que mede a inflação oficial, na abrangência geográfica e no período de coleta, começando no dia 16 do mês anterior. Por isso, é considerado uma "prévia" do IPCA.
Os conflitos no Oriente Médio continuam influenciando os mercados globais. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira (26/5) que as Forças Armadas israelenses estão operando com "grandes forças em solo" no sul do Líbano, assumindo o controle de "áreas estratégicas" na região.
Na segunda-feira (25/5), Netanyahu já havia indicado que Israel intensificaria a ofensiva contra o Hezbollah. Uma autoridade americana também acusou o grupo de ignorar alertas para cessar ataques contra Israel. O Hezbollah afirmou ter lançado drones explosivos, foguetes e ataques de artilharia contra tropas israelenses avançando em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde 16 de abril, Israel mantém operações militares no Líbano. Segundo a ONU, pelo menos 608 pessoas morreram no país durante o período de trégua. Autoridades libanesas relatam que desde 2 de março, quando o Hezbollah iniciou ataques em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, 3.213 pessoas morreram e 9.737 ficaram feridas.
Do lado israelense, os militares relatam que ataques com drones explosivos do Hezbollah mataram ao menos 11 soldados desde o início do cessar-fogo.
Netanyahu ignorou o cessar-fogo e ordenou a ampliação dos ataques contra o Hezbollah no Líbano. A decisão foi anunciada na segunda-feira (25/5). Em comunicado divulgado no Telegram, Netanyahu afirmou que a ofensiva visa "esmagar" as forças do grupo libanês.
Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, o Líbano voltou a ser afetado diretamente pelo conflito regional. Em apoio a Teerã, o Hezbollah intensificou ataques contra Israel e passou a ser alvo de novas ofensivas das Forças de Defesa de Israel.
Em 16 de abril, o governo norte-americano anunciou um cessar-fogo de dez dias no Líbano, coincidindo com a trégua entre EUA e Irã. O acordo foi prorrogado no final de abril por mais 45 dias, mas os bombardeios entre Israel e Hezbollah continuaram mesmo durante a trégua.
As Forças de Defesa de Israel informaram ter matado o chefe da ala militar do Hamas, Mohammed Odeh, em um ataque no norte de Gaza, na terça-feira. Segundo o exército israelense, Odeh assumiu o cargo de chefe da ala militar do Hamas cerca de uma semana atrás, após a morte de Izz al-Din al-Haddad em 16 de maio em um ataque aéreo de Israel.



