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sexta-feira, agosto 7, 2026

Farsa sobre Brigitte Macron gera reviravolta na Justiça: esposa de presidente enfrenta ataques transfóbicos

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A polêmica envolvendo a primeira-dama da França, Brigitte Macron, ganhou novos desdobramentos no sistema judiciário francês. A esposa do presidente Emmanuel Macron recorreu após o Tribunal de Apelações de Paris absolver duas mulheres responsáveis pela disseminação de uma fake news que alegava que ela seria uma mulher trans. A decisão foi questionada por Brigitte e seu irmão, Jean-Michel Trogneux, que também recorreu à Justiça.

O embate judicial começou com a publicação de um vídeo no YouTube, onde Natacha Rey, uma jornalista autodidata, e a médium Amandine Roy espalharam boatos sobre a identidade de Brigitte. No conteúdo, elas afirmaram que a primeira-dama não seria mãe dos três filhos que criou e levantaram suspeitas sobre possíveis cirurgias e mudanças de identidade. O vídeo, que rapidamente viralizou, alcançou mais de 60 mil compartilhamentos, e gerou repercussão não só na França, mas também em países como os Estados Unidos.

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Em um processo iniciado em setembro do ano passado, as duas foram inicialmente condenadas por difamação pública e obrigadas a pagar multas e indenizações, somando um total de €13.500 aos envolvidos. No entanto, no início deste mês, elas foram absolvidas das principais acusações no caso, o que gerou indignação por parte da defesa da primeira-dama e do Ministério Público.

Além disso, a fake news envolvendo Brigitte Macron não é um caso isolado. Desde que seu marido foi eleito presidente, em 2017, diversos rumores infundados sobre sua identidade surgiram nas redes sociais. Uma das teorias conspiratórias mais difundidas afirmava que a verdadeira Brigitte Macron seria seu irmão, Jean-Michel Trogneux, e que ela teria mudado sua identidade após uma transição de gênero.

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Esses ataques não são exclusivos da França. Mulheres na política ao redor do mundo, como Michelle Obama, Kamala Harris e Jacinda Ardern, também foram alvos de fake news transfóbicas, que buscam desacreditar e difamar suas figuras públicas.

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