Neli Hughes, de 8 meses, sofreu queimaduras na mão e na perna após entrar em contato com uma jarra de molho quente durante um almoço em família em um restaurante, no dia 16 de agosto. Segundo a mãe, Catrin Griffiths, de 29 anos, uma garçonete colocou o recipiente sobre o jogo americano da criança, que rapidamente mergulhou a mão no líquido e, ao retirá-la, derrubou o restante sobre a própria perna.
Catrin contou que tudo aconteceu em poucos segundos. “A garçonete começou a trazer a comida. Ela trouxe uma jarra de molho quente e colocou no jogo americano de Neli, então ficou diretamente na frente dela. Foi um erro bobo ela ter feito isso”, afirmou.
A mãe disse que a filha colocou a mão esquerda dentro do recipiente antes que alguém conseguisse impedir. “Você nunca colocaria um copo de cerveja ou uma xícara de chá na frente de um bebê, então por que faria isso? O molho foi colocado na frente dela e, em uma fração de segundo, ela mergulhou a mão na jarra. Então percebeu que estava muito quente e soltou um grito. Ela tirou a mão rapidamente, mas acabou derrubando a jarra, causando queimaduras na perna”, relatou.
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Ao perceber o que havia acontecido, Catrin retirou as roupas da filha, que estavam cobertas pelo molho, e colocou a mão da bebê sob água fria durante dez minutos. Em seguida, envolveu a mão e a perna de Neli em um pano de musselina úmido e seguiu para o pronto-socorro do Ysbyty Gwynedd Hospital, em Bangor, no norte do País de Gales.
“Quando é seu filho e acontece tão rápido, você entra em pânico. Tirei as roupas dela porque estavam cobertas de molho. Ela ficou gritando por muito tempo. A mão estava vermelha e com aspecto ferido, e só começou a formar bolhas depois de 20 minutos”, contou.
Por causa da gravidade das queimaduras, Neli foi transferida para o Alder Hey Children’s Hospital, em Liverpool. No hospital, a pele morta das áreas atingidas foi retirada e os ferimentos foram cobertos com gel e gaze para auxiliar na recuperação.
Segundo Catrin, o médico informou que a filha sofreu uma queimadura de terceiro grau na mão e uma queimadura superficial na perna esquerda. “Nesse momento, no hospital, a mão dela estava inchada e cheia de bolhas, e algumas delas estavam estourando. Ela estava gritando e sentindo muita dor. Eu estava de coração partido e me sentia tão inútil porque não podia fazer nada além de sentar, esperar e vê-la com aquela dor. Foi horrível”, afirmou.
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Desde o episódio, Neli tem retornado para consultas e trocas dos curativos. A mãe teme que as marcas provocadas pela queimadura permaneçam. “Ela está com muitas cicatrizes na mão agora e eles não sabem se isso vai melhorar ou não. Quando ela entra no banho, a mão muda de cor e fica muito vermelha. Temos que tomar cuidado com ela no sol porque foi uma queimadura muito grave”, relatou.
Após o acidente, Catrin passou a alertar outras pessoas sobre os riscos de deixar objetos quentes ao alcance de crianças pequenas. “Eu diria apenas que é preciso ter muito cuidado e pensar antes de colocar as coisas na frente de uma criança. Certifique-se de deixar coisas quentes mais longe das crianças”, disse.
“Não são apenas coisas quentes. Você não colocaria uma faca e um garfo na frente de um bebê por causa do perigo que representam. Quando chegam a essa idade, eles são muito curiosos e querem aprender, então estão constantemente tocando em tudo e pegando coisas do chão. Eles mexem em tudo. Se isso nunca tivesse acontecido com Neli, eu não teria pensado que era algo com que deveria me preocupar”, completou.



