O islandês Felix Gretarsson recuperou os movimentos dos braços após passar pelo primeiro transplante duplo de ombros e braços do mundo, realizado no Hospital Universitário de Lyon, na França. Ele havia perdido os dois membros em 1998, após receber uma descarga elétrica de 11 mil volts enquanto trabalhava como eletricista em uma linha de alta tensão.
O acidente provocou queimaduras graves e incendiou os braços de Gretarsson, que precisaram ser amputados imediatamente. Ele também permaneceu em coma por meses após o choque.
Durante os 23 anos seguintes, Gretarsson viveu sem os membros superiores e utilizou próteses enquanto se adaptava à nova condição. Anos depois, a possibilidade de um transplante passou a ser considerada a partir dos avanços na medicina reconstrutiva.
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O procedimento realizado em Lyon teve duração aproximada de 14 horas e reuniu quatro equipes médicas que trabalharam simultaneamente. A operação envolveu a reconexão de ossos, músculos, nervos e vasos sanguíneos.
Além dos braços, os médicos também transplantaram os ombros. A combinação permitiu a reconstrução dos membros de maneira mais completa e tornou o procedimento inédito.
Após passar mais de duas décadas utilizando próteses, Gretarsson destacou a possibilidade de voltar a utilizar os braços. “Depois de mais de duas décadas dependendo de próteses, finalmente tenho a oportunidade de sentir e usar meus braços novamente”, afirmou.
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O caso passou a ser considerado um marco na medicina e pode contribuir para o desenvolvimento de novos procedimentos destinados a pessoas com amputações severas, ampliando as possibilidades de recuperação funcional.



