As gêmeas Heloísa e Helena morreram em 15 de agosto, minutos depois de serem separadas durante a quinta e última cirurgia realizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. As meninas nasceram unidas pela cabeça, compartilhavam tecido cerebral e vasos sanguíneos e eram acompanhadas pela equipe médica havia quase dois anos.
Mais de 50 profissionais participaram do procedimento final, que durou 15 horas. Após a separação completa, o estado de saúde das meninas se deteriorou rapidamente.
Segundo a equipe médica, as irmãs apresentaram instabilidade hemodinâmica, situação associada à insuficiência do fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Durante a cirurgia, uma delas apresentou pressão arterial baixa, enquanto a outra teve pressão elevada.
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As duas sofreram uma parada cardíaca. Helena teve a primeira parada às 23h12, seguida por Heloísa, às 23h26. Os médicos realizaram manobras de reanimação durante 25 minutos, mas as meninas morreram pouco depois. Helena foi declarada morta às 23h37 e Heloísa, às 23h51.
Antes da cirurgia definitiva, Heloísa e Helena haviam passado por quatro procedimentos. Nas três primeiras operações, os médicos conseguiram separar cerca de 75% do tecido cerebral e dos vasos sanguíneos compartilhados pelas irmãs.
Na quarta etapa, foram colocados expansores de tecido, utilizados para aumentar a quantidade de pele disponível para o fechamento dos crânios durante a separação final.
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Heloísa e Helena foram sepultadas em 16 de agosto, em São José dos Campos, cidade onde a família morava.
As meninas eram o terceiro caso de gêmeas unidas pela cabeça tratado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.



