Potes de mel produzidos no Egito Antigo foram encontrados preservados por mais de três mil anos e ainda apresentavam características que permitiriam o consumo. De acordo com informações do Correio Braziliense, a conservação do alimento está relacionada às propriedades químicas do mel e à forma como ele era armazenado em recipientes de barro vedados.
O alimento produzido pelas abelhas possui uma quantidade muito baixa de água livre, em torno de 17%. Essa característica cria um ambiente de alta pressão osmótica, dificultando a sobrevivência de bactérias e fungos que poderiam deteriorar o produto.
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Por que o mel não estraga?
A composição do alimento também apresenta acidez elevada. O pH do mel varia entre 3 e 4, condição que dificulta a proliferação de bactérias e interfere na atividade de enzimas.
Outro fator relacionado à preservação está no armazenamento. Segundo as informações fornecidas, escavações arqueológicas catalogadas pelo Smithsonian Institution identificaram recipientes de barro que permaneceram vedados durante milhares de anos. A combinação entre o fechamento das vasilhas e as características naturais do mel contribuiu para preservar aspectos como cor, textura e aroma.
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A conservação ocorre ainda pela ação das próprias abelhas, que transformam o néctar das flores em uma substância com características que dificultam a proliferação de microrganismos.



