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sábado, outubro 31, 2026

Preço do petróleo cai mesmo sem acordo EUA-Irã e tensão no Oriente Médio

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Nuvem de fumaça após ataque aéreo no sul do Líbano (Foto: Instagram)

Os preços do petróleo no mercado internacional estão em queda nesta quarta-feira (27/5), apesar do impasse contínuo sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e o aumento das tensões entre Israel e Líbano no Oriente Médio.

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Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI, referência no mercado americano, caía 3,65%, sendo negociado a US$ 90,46. No mesmo momento, o contrato futuro do petróleo tipo brent, que é referência global, registrava uma queda de 2,74%, a US$ 96,85.

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Na terça-feira (26/5), o mercado de petróleo fechou sem direção clara. O barril do tipo WTI caiu 2,81%, para US$ 93,89, enquanto o brent subiu 3,58%, atingindo US$ 99,58.

Os conflitos no Oriente Médio continuam a influenciar os mercados globais. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou na terça-feira (26/5) que as Forças Armadas israelenses estão operando com "grande força em solo" no sul do Líbano, controlando "áreas estratégicas" na região.

Na segunda-feira (25/5), Netanyahu já havia indicado que Israel aumentaria a ofensiva contra o Hezbollah. Um oficial americano também acusou o grupo de desconsiderar alertas para cessar os ataques contra alvos israelenses.

O Hezbollah afirmou ter lançado drones explosivos, foguetes e ataques de artilharia contra tropas israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do país.

Mesmo com o cessar-fogo em vigor desde 16 de abril, Israel mantém operações militares no Líbano. Segundo a ONU, pelo menos 608 pessoas morreram no país durante a trégua.

Autoridades libanesas relatam que o total de mortos desde 2 de março, quando o Hezbollah começou ataques em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, chegou a 3.213. Outras 9.737 pessoas ficaram feridas.

Do lado israelense, os militares afirmam que ataques com drones explosivos realizados pelo Hezbollah mataram ao menos 11 soldados desde o início do cessar-fogo.

Netanyahu desconsiderou o cessar-fogo em vigor e ordenou a ampliação dos ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. A medida foi anunciada na segunda-feira (25/5).

Em comunicado no Telegram, Netanyahu afirmou que a ofensiva visa "esmagar" as forças do grupo libanês. "Eu ordenei uma aceleração ainda maior de nossas operações", declarou o premiê israelense.

Desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, o Líbano voltou a ser diretamente afetado pela disputa regional. Em apoio a Teerã, o Hezbollah intensificou ataques contra Israel e se tornou alvo de novas ofensivas das Forças de Defesa de Israel.

Em 16 de abril, o governo dos EUA anunciou um cessar-fogo de dez dias no Líbano, em conjunto com a trégua entre EUA e Irã. O acordo foi estendido no final de abril por mais 45 dias, mas os bombardeios entre Israel e Hezbollah continuaram mesmo durante a trégua.

As Forças de Defesa de Israel informaram ter matado Mohammed Odeh, chefe da ala militar do Hamas, em um ataque no norte de Gaza, na terça-feira.

"Em sua função, ele foi responsável por planejar e coordenar os alvos de infiltração e ataque dos terroristas do Hamas durante o massacre de 7 de outubro", afirma o comunicado.

De acordo com o exército israelense, Odeh assumiu recentemente o cargo de chefe da ala militar do Hamas após a eliminação de Izz al-Din al-Haddad, morto em 16 de maio em um ataque aéreo de Israel.

Os ataques ocorrem mesmo com o cessar-fogo, em vigor desde outubro. Segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Odeh era chefe do estado-maior de inteligência do Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra.

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