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segunda-feira, maio 4, 2026

Déficit do governo dispara para R$ 73,7 bilhões e atinge pior resultado em quase 30 anos

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As contas do governo central registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março de 2026 — o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e indicam forte pressão sobre o equilíbrio fiscal do país.

O resultado representa uma mudança significativa em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia sido registrado superávit de R$ 1,5 bilhão.

Despesas crescem muito acima das receitas

Embora a arrecadação tenha apresentado crescimento, o aumento dos gastos foi muito mais intenso. Em termos reais, a receita líquida subiu 7,5%, enquanto as despesas totais avançaram 49,2% em comparação com março de 2025.

Entre os principais fatores que pressionaram o resultado estão:

  • Benefícios previdenciários
  • Pagamento de precatórios e decisões judiciais
  • Gastos com pessoal e encargos
  • Despesas discricionárias

Somente os precatórios e sentenças judiciais responderam por um aumento de quase R$ 35 bilhões.

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Previdência lidera o rombo

O déficit foi composto por um resultado negativo de R$ 24 bilhões no Tesouro e Banco Central, além de um déficit ainda maior — de R$ 49 bilhões — na Previdência Social, evidenciando o peso estrutural do sistema previdenciário nas contas públicas.

Acumulado do ano ainda mostra melhora relativa

Apesar do resultado expressivo em março, o acumulado de janeiro a março de 2026 apresenta um déficit menor que o registrado no mesmo período de 2025: R$ 17 bilhões contra R$ 54 bilhões.

Em 12 meses, o rombo chega a R$ 136,5 bilhões, o equivalente a 1,03% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Meta fiscal segue como desafio

A meta do governo para 2026 é alcançar superávit de 0,25% do PIB, com margem de tolerância que permite resultado próximo de zero.

O desempenho recente, no entanto, reforça o desafio de equilibrar receitas e despesas em um cenário de crescimento dos gastos obrigatórios e necessidade de controle fiscal.

O resultado de março acende um alerta para o restante do ano e aumenta a pressão sobre medidas que possam conter despesas ou ampliar a arrecadação.

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