O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (2) para responder às críticas feitas pelo padre Ferdinando Mancilio durante uma missa no Santuário Nacional de Aparecida. O religioso questionou a chamada “caminhada pela liberdade”, promovida pelo parlamentar no mês passado, e afirmou que o ato teria como objetivo a busca por poder político.
No vídeo, Nikolas afirmou que as críticas não enfrentam os argumentos apresentados por ele e usou um tom duro ao reagir. “Sendo bem sincero, se você não consegue contra-argumentar isso, no momento em que você viu o vídeo, lhe falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois”, declarou.
O deputado também acusou setores religiosos de seletividade ao tratar de política. “Eles se indignaram com um deputado caminhando de forma ordeira e pacífica, mas eu nunca vi essas mesmas pessoas comentarem sobre o crime organizado no nosso país”, disse. Em outro trecho, citou perseguições religiosas na Nicarágua e afirmou que líderes religiosos com “ideologias progressistas” evitariam esse tipo de debate.
Para reforçar o argumento, Nikolas recorreu a uma frase atribuída ao pregador britânico Charles Spurgeon: “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar”.
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Crítica feita durante missa
A fala do padre ocorreu em 25 de janeiro, durante uma celebração religiosa em Aparecida, mas ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias com a circulação de vídeos. Na homilia, o sacerdote afirmou: “não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira, quer o poder”.
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Caminhada e repercussão política
A chamada “caminhada pela liberdade” percorreu mais de 200 quilômetros, saindo de Paracatu (MG) até Brasília (DF). Além de Nikolas Ferreira, o ato contou com a participação de parlamentares aliados, como Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além de prefeitos e vereadores.
Segundo o deputado mineiro, a mobilização teve como uma de suas motivações a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
No último dia do percurso, o evento foi marcado por um incidente climático. Pelo menos 30 pessoas foram atingidas por um raio e precisaram ser levadas ao hospital, algumas em estado grave. Apesar do susto, não houve registro de mortes.
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