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sexta-feira, maio 1, 2026

Palestinos votam em meio à guerra, em eleições marcadas por baixa disputa

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Pela primeira vez desde o início do atual conflito, palestinos voltaram às urnas neste sábado (25) em eleições municipais realizadas na Cisjordânia e em uma área específica da Faixa de Gaza. O processo ocorre em meio a um cenário de guerra, limitações estruturais e pouca expectativa de mudanças políticas.

De acordo com a comissão eleitoral sediada em Ramallah, cerca de 1,5 milhão de eleitores estavam aptos a votar na Cisjordânia. Já na cidade de Deir al Balah, em Gaza, aproximadamente 70 mil pessoas participaram do pleito, considerado um teste isolado dentro do território.

Domínio político e ausência do Hamas

A disputa foi amplamente dominada por grupos ligados ao Fatah, partido do presidente Mahmoud Abbas, além de candidaturas independentes. Não houve participação do Hamas, que controla grande parte da Faixa de Gaza desde 2007.

Em diversas cidades, como Nablus e Ramallah, apenas uma lista foi registrada, o que resultou em vitórias automáticas, sem necessidade de votação. Esse cenário reforçou a percepção de baixa competitividade no processo eleitoral.

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Ceticismo entre eleitores

Entre a população, o clima predominante foi de desconfiança quanto aos efeitos práticos do pleito. “Sejam candidatos independentes ou partidários, não tem nenhum efeito e não terá nenhum benefício para a cidade”, afirmou um eleitor da cidade de Tulkarem, ao comentar a votação.

Mesmo assim, para alguns, participar do processo teve valor simbólico. A jovem Farah Shath destacou que votar, mesmo em condições adversas, representa uma forma de afirmação. “Embora não se pareça com nenhuma outra eleição no mundo, é uma confirmação de que seguimos existindo na Faixa de Gaza apesar de tudo”, disse.

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Desafios logísticos e cenário de guerra

As eleições ocorreram sob limitações significativas. Em Gaza, por exemplo, o horário de votação foi reduzido devido à escassez de energia elétrica, o que exigiu apuração ainda durante o dia.

Representantes internacionais, como membros da ONU, classificaram o processo como relevante, mesmo diante das dificuldades, destacando a importância de manter mecanismos democráticos ativos em um contexto de crise.

O pleito ocorre em um território com cerca de 2,2 milhões de habitantes e reflete as complexidades políticas e humanitárias enfrentadas pelos palestinos, em meio a um conflito prolongado e sem perspectivas imediatas de resolução.

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