O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, inaugurou em Pyongyang um monumento em homenagem a militares norte-coreanos mortos durante operações de apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia. A cerimônia contou com a presença de autoridades russas, como o ministro da Defesa Andrei Belousov e o presidente do Parlamento Vyacheslav Volodin, evidenciando o fortalecimento das relações entre os dois países.
Durante o evento, Kim exaltou os soldados mortos, destacando seu “valor incomparável, grande heroísmo, espírito de luta indomável e nobre sacrifício”. A cerimônia incluiu apresentações culturais, fogos de artifício e demonstrações aéreas.
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Apoio militar e alinhamento político
Em encontro com representantes russos, Kim reafirmou o apoio da Coreia do Norte à Rússia, defendendo a continuidade da cooperação em áreas estratégicas. Segundo a agência estatal KCNA, o líder declarou que o país seguirá apoiando Moscou na defesa de sua soberania e interesses de segurança.
A aproximação entre os dois governos tem se intensificado nos últimos meses. Relatórios indicam que Pyongyang tem fornecido armamentos, munições e até contingentes militares para apoiar a ofensiva russa no conflito.
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Troca de apoio e impacto na guerra
Em contrapartida, analistas apontam que a Rússia tem oferecido à Coreia do Norte assistência econômica, tecnologia militar e suprimentos essenciais, como alimentos e energia.
Estimativas de inteligência sul-coreana indicam que cerca de 2 mil soldados norte-coreanos teriam morrido desde o início de sua participação no conflito.
A guerra na Ucrânia, que já se estende por anos, segue sem perspectiva de resolução imediata. Estudos recentes projetam um cenário de elevado número de vítimas, com milhões de mortos, feridos ou desaparecidos ao longo do conflito.
A inauguração do memorial reforça não apenas a dimensão simbólica das perdas humanas, mas também o aprofundamento das alianças geopolíticas em meio a uma das crises mais prolongadas da atualidade.
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