Mark Davidson Jacildo, das Filipinas, vive com macrodactilia, uma condição congênita rara que provoca crescimento anormal dos dedos e dos tecidos ao redor, e revelou a decisão que precisou tomar ainda na infância. Aos 7 anos, ele recebeu a possibilidade de passar por uma cirurgia para reduzir o tamanho das mãos, mas os médicos alertaram que o procedimento poderia fazer com que ele as perdesse.
Atualmente, as mãos de Mark pesam cerca de 9 quilos juntas. A esquerda tem aproximadamente 7 quilos, enquanto a direita pesa cerca de 2 quilos. A condição afeta dedos, ossos, tecidos moles, nervos e vasos sanguíneos.
Mark falou sobre a própria trajetória durante uma participação no programa This Morning, exibida na terça-feira, em uma entrevista realizada por videochamada diretamente das Filipinas. Além das dificuldades provocadas pela condição, ele contou que passou por outro período de preocupação quando sua companheira engravidou.
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Durante a gestação, Mark temeu que a filha também nascesse com macrodactilia. Segundo ele, embora médicos tenham informado que a condição não poderia ser transmitida à criança, a possibilidade continuou sendo motivo de preocupação.
“Eu estava muito preocupado desde o início da gravidez da minha companheira porque, embora o médico tenha dito que isso não pode ser transmitido, eu não tinha muita certeza”, afirmou.
A apreensão permaneceu até o nascimento da menina. Mark contou que passou o momento do parto rezando e comemorou o fato de a filha não ter desenvolvido a condição. “Quando minha companheira estava dando à luz, eu estava rezando muito e, sim, felizmente, você sabe, isso não foi transmitido para minha filha”, disse.
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A decisão sobre uma possível cirurgia aconteceu quando Mark ainda era criança. Os médicos propuseram uma operação para diminuir o tamanho e o peso das mãos, mas explicaram à família que havia o risco de o procedimento resultar na perda dos membros.
O pai de Mark deixou que ele participasse da dificil decisão. Aos 7 anos, porém, o menino entendia que conseguia realizar atividades que faziam parte da sua rotina e não via necessidade de se submeter ao risco apresentado pelos médicos.
“Aos sete anos, eu já era o primeiro da minha classe na escola. Eu consigo jogar basquete. Eu consigo, você sabe, acompanhar outras crianças. Então, naquela época, eu não estava realmente pensando em fazer nada com minhas mãos”, contou.
Sem realizar a cirurgia, Mark passou a encontrar maneiras de se adaptar às limitações provocadas pela condição. “Aprendi a me adaptar, você sabe, aprendi a acompanhar”, afirmou.



