Após passar por 11 abortos espontâneos, Haidee Seda, de 37 anos, acreditava que não teria outro filho. Anos depois, porém, descobriu uma nova gravidez de forma inesperada. A filha, ReyLee Marie, nasceu com 26 semanas de gestação e precisou permanecer 91 dias na UTI neonatal.
Haidee já era mãe de Caiden, nascido em 2012 após ela passar por uma cerclagem abdominal. Segundo a mãe, médicos haviam identificado uma incompetência cervical, que estava relacionada às perdas gestacionais. Depois do nascimento do filho, ela e o namorado, Randy Easley, tentaram aumentar a família, mas passaram mais de oito anos sem uma nova gravidez.
A descoberta aconteceu depois que Haidee teve uma menstruação diferente do habitual, que durou apenas um dia. Ela comprou um teste de gravidez e, ao chegar em casa, viu o resultado positivo. “Meu coração literalmente saiu do meu corpo pela outra extremidade”, contou.
Com 26 semanas de gestação, Haidee começou a sentir muita pressão e procurou atendimento médico. Os exames mostraram que as membranas estavam projetadas, indicando que o bebê tentava nascer apesar da cerclagem.
“Toda a ansiedade tomou conta muito rápido. Eles me deram magnésio, que foi o pior medicamento que já tomei, mas deixei Deus assumir o controle naquele momento, pois estava muito nervosa mentalmente e fisicamente cansada, pensando que seria como das outras vezes e que perderia minha filha”, relatou.
Em 11 de fevereiro, ReyLee nasceu por cesariana de emergência, pesando cerca de 850 gramas. A menina também nasceu sem a orelha esquerda e foi diagnosticada com microtia e atresia. “Ficamos em choque e simplesmente não entendíamos por quê, mas naquele momento não nos importávamos. Só queríamos que ela ficasse bem”, afirmou a mãe.
ReyLee passou 91 dias na UTI neonatal, principalmente por causa de problemas pulmonares. Durante a internação, precisou de ventilação mecânica, CPAP e diferentes níveis de oxigênio.
++ Treinamento de salva-vidas termina em tragédia após jovem bater a cabeça no fundo do mar
Em 12 de maio, a família recebeu autorização para levar ReyLee para casa. Atualmente, com quase sete meses, a menina está se desenvolvendo e alcançando seus marcos, segundo a mãe.
“Ela ainda é uma pequena e determinada bebê, e não gostaríamos que fosse de outra forma. Ainda temos algum estresse pós-traumático por causa dos aparelhos apitando na UTI neonatal e de toda a experiência, mas estamos seguindo em frente da melhor maneira possível”, disse Haidee.



