13.9 C
São Paulo
terça-feira, agosto 25, 2026

Dólar e Bolsa se Mantêm Estáveis com Expectativa pela Selic

Leia mais


Dólar recua levemente a R$ 5,12 e Ibovespa fecha estável (Foto: Instagram)

O dólar apresentou uma leve queda de 0,06% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,12 nesta quarta-feira (5/8). O Ibovespa, índice principal da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o dia com uma pequena baixa de 0,11%, atingindo 177,6 mil pontos. As variações foram mínimas, resultando em estabilidade nos indicadores.

++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive

A sessão desta quarta-feira foi marcada por um clima morno, com diversos fatores influenciando o mercado. Contudo, nenhum deles conseguiu direcionar de forma significativa o câmbio e as ações, seja para cima ou para baixo.

++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse

O maior fator de influência, dado seu impacto global, permanece sendo a guerra entre Estados Unidos e Irã. Desde o fim de semana, existe uma expectativa de negociação entre os países, mas as conversas têm sido instáveis, com avanços e retrocessos.

Esse cenário de incertezas afetou o preço do petróleo, que sofreu uma série de quedas ao longo da semana. No entanto, nesta quarta-feira, o barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,11%, para US$ 79,45. Já o tipo West Texas Intermediate (WTI), utilizado nos Estados Unidos, caiu 0,57%, para US$ 75,34.

Os investidores também estavam atentos à divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Segundo o relatório ADP, houve uma desaceleração na criação de empregos no setor privado americano.

Em julho, foram criados 44 mil postos de trabalho, em comparação com 95 mil em junho. Além disso, a expectativa do mercado para o mês anterior era maior, com previsão de 70 mil novas vagas.

Essas informações sugerem, ainda que parcialmente, uma desaceleração econômica. Em teoria, isso reduz a pressão por um aumento na taxa de juros nos Estados Unidos. O relatório ADP (Automatic Data Processing) é elaborado em parceria com o Laboratório de Economia Digital de Stanford.

No campo dos juros, o mercado também acompanhou declarações de membros do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Jeffrey Schmid, do Fed de Kansas City, e Neel Kashkari, de Minneapolis, defenderam uma política monetária mais restritiva.

No Brasil, o movimento do câmbio seguiu a tendência global. Às 16h15, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), recuava 0,17%, para 99,70 pontos.

No ambiente interno, a grande expectativa está na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic. O anúncio será feito no início da noite desta quarta-feira, após a reunião do Copom, prevista para terminar às 18h30.

O mercado aposta majoritariamente em um corte de 0,25 ponto percentual, o que reduziria a Selic para 14,00% ao ano. Atualmente, a taxa está em 14,25%. A dúvida é sobre o que o Copom indicará para o próximo encontro, em setembro — se é que dará alguma pista sobre seus próximos passos.

João Vitor Saccardo, especialista em renda variável da Convexa, considera que a estabilidade do Ibovespa foi consequência da expectativa de um acordo no Oriente Médio, com a reabertura do Estreito de Ormuz. “Os juros futuros caíram em todos os prazos, o que favoreceu as empresas domésticas”, afirma. “A Petrobras recuou com o petróleo, enquanto a PetroRio subiu após divulgar um balanço forte. O setor de construção civil também se destacou, avançando em bloco, após a Tenda dobrar o lucro em relação ao segundo trimestre de 2025, aliviando temores de desaceleração.”

Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, nota que os investidores adotaram uma postura cautelosa nesta sessão, aguardando a decisão do Copom. No cenário internacional, o ambiente contribui para estabilizar o câmbio no Brasil.

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias