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terça-feira, agosto 25, 2026

Divergência marca decisão do Fed sobre juros nos EUA

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Blocos com símbolo de porcentagem ilustram a manutenção da taxa de juros pelo Fed. (Foto: Instagram)

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), decidiu manter, pela quinta vez consecutiva em 2026, a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29/7), não foi unânime.

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O resultado foi de 9 votos pela manutenção e 3 votos a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa, o que elevaria os juros de referência para entre 3,75% e 4,00%.

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Na visão de André Valério, economista do Banco Inter, a manutenção dos juros já era esperada, mas a divergência foi notável. “É a primeira vez desde 2016 que três membros do comitê discordam na mesma direção, indicando uma preocupação crescente com a inflação”, comentou.

Valério acredita que é provável um aumento em setembro, durante a próxima reunião do Fomc. “Com as incertezas no Oriente Médio e o preço do petróleo em torno de US$ 100, a inflação pode não cair o suficiente, levando mais membros a votar por um aumento”, afirmou.

José Aureo, da Blue3 Investimentos, observa que o Fed optou por esperar novos dados, mas não descartou um aumento dos juros caso a inflação se mostre persistente, especialmente devido aos riscos energéticos e comerciais.

Para Aureo, a manutenção evita um aperto imediato nas condições financeiras, mas a divisão no comitê limita um otimismo mais consistente. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, aponta que o comunicado do Fed foi quase idêntico ao de junho, reafirmando o compromisso com a estabilidade de preços.

O comunicado do Fomc justificando a decisão de manter os juros foi breve. O Fed destacou que a economia está crescendo em um “ritmo sólido”, apesar das incertezas, em parte devido ao conflito no Oriente Médio.

“A produtividade e o investimento de capital são elevados. A criação de empregos acompanhou o crescimento da força de trabalho e a taxa de desemprego teve pouca variação”, acrescenta o texto. “A inflação continua alta em relação à meta de 2%, refletindo choques de oferta que elevaram os preços em setores como o de energia.”

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