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segunda-feira, junho 22, 2026

No G7, Lula vai à França para tratar de tarifas americanas e inteligência artificial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta segunda-feira (15) em Évian-les-Bains, na França, para participar da cúpula do G7 — e a principal missão extraoficial da viagem está clara: usar o encontro multilateral para angariar apoio europeu na resistência às tarifas americanas.

A primeira reunião da agenda foi com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, com quem Lula tratou de comércio, investimentos e cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, saúde e defesa. Outros encontros bilaterais com líderes europeus devem seguir ao longo do evento, organizado pela presidência francesa de Emmanuel Macron.

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O pano de fundo da presença brasileira é a disputa comercial com Washington. O governo dos EUA sinalizou a possibilidade de aplicar tarifas adicionais de até 37,5% sobre exportações brasileiras, com base em duas investigações abertas pelo Escritório do Representante Comercial americano — uma delas contestando práticas como o Pix e decisões do Judiciário brasileiro envolvendo plataformas digitais. O Brasil avalia que parte das medidas ainda pode ser revertida por meio de negociações técnicas, mas o prazo é curto: a data-limite para a decisão final é 15 de julho.

Sem reunião formal prevista com Trump, o governo brasileiro aposta na estratégia multilateral: dialogar com aliados europeus para criar pressão coletiva sobre Washington. Assessores não descartam um eventual contato informal entre os dois presidentes durante a cúpula, possibilidade comum em encontros desse porte.

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Além das tensões comerciais, a cúpula dedica parte significativa da agenda ao debate sobre inteligência artificial. Um rascunho da declaração final do G7 indica que os líderes devem discutir tanto as oportunidades quanto os riscos emergentes da tecnologia, com atenção especial ao setor financeiro. O texto preliminar também reflete divergências internas entre os países membros, sintoma de um momento de menor coesão no bloco — especialmente na relação com os Estados Unidos, que participam do encontro em meio a atritos com praticamente todos os outros integrantes do grupo.

Para Macron, o desafio é duplo: conduzir uma cúpula produtiva e ao mesmo tempo manter os americanos engajados nas discussões multilaterais, num contexto em que a administração Trump tem dado sinais claros de desconforto com instâncias de cooperação internacional.

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