No dia 11 de julho de 2000, um pesquisador que percorria uma área remota do Olympic National Park, no estado de Washington, nos Estados Unidos, fez uma descoberta perturbadora: dentro de uma barraca, um esqueleto humano. Ao redor, binóculos, uma mochila JanSport, uma serra e equipamentos de inverno. Nenhum documento de identidade.
Durante 26 anos, os restos foram catalogados sob o código UP11888 num banco de dados nacional de pessoas desaparecidas e não identificadas. As tentativas de obter impressões digitais não deram resultado. A estimativa do patologista era de que se tratava de um homem entre 30 e 50 anos, morto entre seis meses e quatro anos antes de ser encontrado. E o caso permaneceu sem solução — até esta semana.
As autoridades anunciaram que os restos foram identificados como de Joseph Louis Serrao Jr., nascido em 3 de dezembro de 1960, natural do Havaí. O último endereço conhecido era no próprio estado de Washington, e a família havia perdido contato com ele em 1998 — dois anos antes de o esqueleto ser encontrado.
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A virada no caso veio em 2024, quando um antropólogo forense do escritório do legista do condado de King submeteu uma amostra de DNA à Othram, empresa texana especializada em genética forense que já atuou em casos com até mais de cem anos. A empresa construiu um perfil genético completo a partir do material e localizou parentes de Serrao no Havaí e em outros estados. A identidade foi confirmada após primos de primeiro grau pelo lado materno e pelo paterno fornecerem amostras próprias para comparação.
O legista do condado de Clallam determinou que a causa da morte foi ferimento por arma de fogo, e o caso foi classificado como suicídio.
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Um membro da família, contatado por telefone após a identificação, preferiu não comentar publicamente. “A única preocupação é trazê-lo de volta para casa”, disse.
“Os investigadores nunca perderam de vista o objetivo”, afirmou Debra Flowers, vice-chefe da divisão investigativa do serviço de parques, em comunicado. Duas décadas e meia depois, o homem sem nome dentro daquela barraca finalmente tem uma história — e uma família que pode, agora, encerrar a espera.
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