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terça-feira, julho 21, 2026

Mudanças climáticas colocam data centers em risco crescente, aponta estudo

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Um levantamento da empresa de análise climática First Street revelou que cerca de 79% da capacidade global de data centers está exposta a riscos elevados provocados por eventos climáticos extremos, como enchentes, incêndios florestais e ventos intensos. O estudo analisou 97 mercados ao redor do mundo e indica que a infraestrutura responsável pelo armazenamento e processamento de dados enfrenta desafios cada vez maiores diante das mudanças climáticas.

Além dos eventos extremos, os pesquisadores identificaram que mais da metade dessas instalações está localizada em áreas sujeitas a impactos climáticos de longo prazo, como ondas de calor e secas prolongadas. Esses fatores podem reduzir a eficiência dos sistemas de resfriamento, aumentar o consumo de energia e elevar os custos operacionais.

Infraestrutura essencial sob pressão

Os data centers são a espinha dorsal de serviços digitais utilizados diariamente, incluindo computação em nuvem, plataformas de streaming, inteligência artificial, redes sociais e sistemas corporativos. Por isso, interrupções causadas por desastres naturais podem afetar milhões de usuários e empresas.

Segundo o estudo, eventos climáticos severos podem provocar paralisações, danos estruturais e aumento nos gastos com seguros, manutenção e recuperação de equipamentos. Os pesquisadores também alertam que muitos modelos tradicionais de avaliação de risco ainda se baseiam em dados históricos, sem considerar adequadamente os efeitos do aquecimento global sobre o clima futuro.

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Investimentos de longo prazo

Como os data centers costumam ser projetados para operar durante duas ou três décadas, especialistas defendem que fatores climáticos sejam incorporados desde as fases iniciais de planejamento e financiamento dos projetos.

A análise destaca que investidores podem estar subestimando riscos futuros ao utilizar métricas que não refletem as novas condições climáticas. Considerar cenários de longo prazo pode ajudar a identificar locais mais resilientes e evitar prejuízos decorrentes de eventos extremos.

Empresas já buscam soluções

Parte do setor já começou a adotar estratégias de adaptação. Entre elas estão sistemas de resfriamento mais eficientes, que reduzem ou eliminam o uso de água por evaporação, além de projetos voltados para aumentar a resistência das instalações a enchentes, tempestades e temperaturas elevadas.

Especialistas ressaltam, porém, que a adaptação não deve se limitar aos edifícios. Questões como fornecimento de energia, acessibilidade, infraestrutura urbana e condições das comunidades vizinhas também precisam ser consideradas para garantir a continuidade das operações.

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Ásia lidera exposição aos riscos

A região da Ásia-Pacífico apresentou o maior nível de vulnerabilidade, com 89% da capacidade de data centers sujeita a riscos climáticos agudos. Nas Américas, o índice foi de 50%, enquanto Europa, Oriente Médio e África registraram exposição de 46%.

O estudo também aponta que alguns dos mercados com crescimento mais acelerado do setor estão entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas, incluindo regiões dos Estados Unidos, da Malásia e da França. Em contrapartida, países nórdicos aparecem entre os locais com menor exposição aos riscos avaliados.

A pesquisa reforça que, à medida que a demanda global por armazenamento de dados e inteligência artificial cresce, a resiliência climática dos data centers tende a se tornar um fator cada vez mais relevante para empresas, investidores e governos.

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