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sábado, maio 30, 2026

Manuscrito raro sobre Rei Arthur vai a leilão e pode alcançar mais de R$ 10 milhões

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Colecionadores e apaixonados por história terão a oportunidade de disputar uma das mais raras relíquias da literatura medieval. Um manuscrito produzido entre os séculos XIII e XIV, considerado uma das versões mais antigas das lendas do Rei Arthur, será leiloado em julho e pode ser vendido por mais de R$ 10 milhões.

A peça será oferecida pela tradicional casa de leilões Christie’s, em Londres, com expectativa de alcançar cerca de US$ 1,5 milhão. O valor equivale a pouco mais de R$ 10 milhões na cotação atual.

Escrito em pergaminho e ricamente ornamentado com folhas de ouro, o manuscrito reúne narrativas envolvendo Rei Arthur, o mago Merlin e a lendária busca pelo Santo Graal, objeto associado à Última Ceia de Jesus Cristo.

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Além da antiguidade, a obra chama atenção pela riqueza artística. O volume contém 126 miniaturas ilustradas e é considerado um dos exemplares mais sofisticados já produzidos sobre o ciclo arturiano.

Segundo Eugenio Donadoni, responsável pelo departamento de manuscritos medievais e renascentistas da Christie’s, o livro ocupa uma posição extremamente rara entre os exemplares conhecidos.

“Apenas três manuscritos desse tipo são conhecidos e estão em coleções particulares. O nosso é o mais antigo dos três e o mais ricamente ilustrado. Seu texto é único”, afirmou.

Especialistas acreditam que o manuscrito tenha sido produzido entre 1290 e 1310 por um artista conhecido como Mestre do Apocalipse de Liège, nome atribuído a um iluminador medieval cuja identidade permanece desconhecida. Ele ficou famoso por criar livros luxuosos destinados à nobreza europeia.

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Ao longo de mais de sete séculos, a obra permaneceu em coleções privadas e passou pelas mãos de diversos proprietários, incluindo cavaleiros e importantes bibliófilos.

Agora, pela primeira vez em muitos anos, o manuscrito voltará ao mercado. Embora exista a possibilidade de que uma instituição pública adquira a peça e a torne acessível ao público, especialistas consideram essa hipótese improvável devido ao alto valor estimado.

Para historiadores, o livro representa muito mais do que uma raridade bibliográfica. Trata-se de um dos testemunhos mais antigos da popularidade das histórias arturianas na Europa medieval, período em que as aventuras do Rei Arthur ajudaram a moldar parte do imaginário ocidental.

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