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sábado, junho 6, 2026

De vendedor de brigadeiro na rua Augusta a dono de confeitaria milionária

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Em 2014, Kleber Adair Neves da Silva, então com 20 anos, percorria a rua Augusta, no centro de São Paulo, vendendo brigadeiros para complementar a renda. Uma década depois, ele comanda a Doces de Ouro, confeitaria que ocupa o mesmo endereço onde começou — e que hoje fatura R$ 2,5 milhões por ano, com filas que se estendem pela calçada nas madrugadas de sexta e sábado.

“Eu dançava e rebolava para vender um brigadeiro. Fazia todo um marketing. Isso cativava as pessoas e também me deixava feliz”, lembra Kleber, que conciliava as vendas com um emprego na prefeitura. Quando percebeu que ganhava mais com os doces do que no trabalho fixo, decidiu se dedicar integralmente ao novo negócio.

Durante o dia, vendia bolos de pote; à noite, voltava às ruas com seus brigadeiros, apoiado pela mãe, pela irmã e por um amigo. O esforço foi interrompido em 2020, com a pandemia e o fechamento dos bares da região — mas a crise virou oportunidade.

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Kleber migrou para o delivery e, em apenas 15 dias, faturou R$ 14 mil. Em quatro meses, as vendas mensais chegavam a R$ 100 mil, impulsionadas por aplicativos e pelas redes sociais. “Eu não teria perna para vender o que conseguia no delivery. Foi um divisor de águas”, afirma.

Com o crescimento, abriu um take-away na Bela Vista, mas foi na rua Augusta, seu antigo ponto de venda, que encontrou o endereço ideal. Em 2022, inaugurou a loja física da Doces de Ouro, que hoje concentra a maior parte do faturamento e funciona até 4h da manhã, atraindo o público que sai das baladas da região.

Além dos clássicos brigadeiros, o cardápio oferece coxinha de brigadeiro com morango, bolo merengue e o famoso bolo Matilda, inspirado no filme. “Neste ano deixamos nossas receitas mais leves e enormes. O cliente merece comer melhor e sem miséria”, diz o empresário.

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As redes sociais continuam sendo um pilar da marca — foi nelas que Kleber começou a contar sua história e a atrair influenciadores e artistas que visitam a confeitaria. Com 15 funcionários, ele agora planeja expandir: em 2026, pretende reformar a loja, abrir novas unidades e duplicar o faturamento.

“Voltar para o mesmo lugar onde eu vendia brigadeiro e ver fila na porta é surreal. É a prova de que acreditar na própria história dá certo”, resume Kleber.

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