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sexta-feira, outubro 9, 2026

Museu faz sucesso ao cobrar por visitas guiadas com insultos e sarcasmo

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O Museu Kunstpalast, em Düsseldorf, encontrou uma maneira nada convencional de atrair visitantes — especialmente os mais jovens: criou o “Guia Rabugento”, um tour em que o público paga para ser ironizado por um crítico de arte fictício e mal-humorado.

A experiência, lançada em maio de 2025, é conduzida pelo artista performático Carl Brandi, que encarna o personagem Joseph Langelinck, um guia arrogante e irritado que faz da soberba uma forma de arte. O sucesso foi imediato — as visitas estão esgotadas até 2026.

Segundo a descrição oficial, Langelinck “sabe tudo — e, acima de tudo, sabe melhor do que os visitantes”. Durante o tour, o guia ridiculariza respostas erradas, ironiza a falta de conhecimento e adota o tom de um professor cansado de alunos desinteressados. “Nunca insulto as pessoas individualmente, mas as provoco como grupo. Meu desprezo é direcionado a uma ignorância presumida, que pode nem existir”, explicou Brandi ao The Guardian.

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Os passeios duram 70 minutos e custam US$ 8 (cerca de R$ 42). Em uma das sessões acompanhadas pela imprensa, Langelinck teria parado diante de uma escultura renascentista e pedido que os visitantes identificassem o personagem retratado. Quando uma mulher respondeu “Hércules?”, ele rebateu: “Se sabe a resposta, por que não fala alto o bastante para que o pessoal lá atrás ouça?”. Em seguida, desafiou-a a listar as 12 tarefas do herói — apenas para ressaltar seu erro.

A ideia partiu do diretor do museu, Felix Kräme, que se inspirou em restaurantes e cafés onde garçons tratam os clientes com grosseria de propósito — um tipo de entretenimento que viralizou nas redes sociais.

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Para Brandi, o sucesso da proposta está justamente em inverter a dinâmica tradicional dos museus, em que a instituição dita o que é valioso. “Quando um museu se permite rir de si mesmo e de sua autoridade, isso quebra a formalidade e aproxima o público”, afirma.

Entre sarcasmos e olhares reprovadores, o “Guia Rabugento” se tornou símbolo de uma nova forma de interação com a arte — onde o desconforto, paradoxalmente, é o que mais diverte.

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