A defesa de Monique Medeiros divulgou um vídeo que foi utilizado durante o julgamento do caso Henry Borel e que ajudou a fundamentar a decisão do Tribunal do Júri de conceder perdão judicial à mãe do menino. As imagens mostram momentos de convivência entre Monique e Henry e buscaram demonstrar a relação de afeto existente entre os dois.
Segundo os advogados da professora, o material foi apresentado para reforçar a tese de que Monique não participou das agressões que levaram à morte do filho e que sua principal falha foi não perceber, a tempo, as violências praticadas contra a criança pelo então companheiro, o ex-vereador Dr. Jairinho.
Em nota, a defesa afirmou que, durante todo o processo, sustentou que Monique jamais agrediu Henry e que também teria sido vítima de manipulação psicológica dentro do relacionamento. Os advogados destacaram que a morte do menino representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos no caso.
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A decisão foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (4), após dez dias de julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes relacionados à morte de Henry.
Já Monique Medeiros recebeu perdão judicial em relação à acusação de homicídio. Os jurados entenderam que ela não participou diretamente das agressões que causaram a morte do filho. No entanto, ela foi condenada por omissão, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção. Como já havia permanecido presa preventivamente por período superior à condenação aplicada, a pena foi considerada integralmente cumprida.
Com a decisão, a Justiça expediu o alvará de soltura e Monique deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde de quinta-feira.
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O caso Henry Borel ganhou repercussão nacional desde março de 2021, quando o menino de 4 anos morreu após dar entrada sem vida em um hospital da Barra da Tijuca. Laudos periciais apontaram múltiplas lesões compatíveis com agressões físicas, incluindo hemorragia interna e laceração hepática, descartando a versão inicial de acidente doméstico apresentada pelos acusados.
A decisão do júri, especialmente a concessão do perdão judicial a Monique, segue gerando debates entre juristas, especialistas e familiares da vítima. O Ministério Público já sinalizou que pretende recorrer da sentença, questionando o entendimento adotado pelos jurados em relação à participação da mãe no caso.
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