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sábado, junho 6, 2026

Cientistas resolvem desafio quântico considerado impossível usando computador comum

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Uma descoberta recente está mudando a forma como cientistas enxergam os limites da computação tradicional. Pesquisadores do Centro de Física Quântica Computacional (CCQ), do Instituto Flatiron, em parceria com a Universidade de Boston, demonstraram que um problema da física quântica considerado praticamente impossível de ser resolvido sem um computador quântico pode ser enfrentado utilizando equipamentos convencionais.

O estudo, publicado na revista Science, mostra que novas técnicas matemáticas e algoritmos avançados permitiram simular sistemas quânticos extremamente complexos em computadores tradicionais — e, em alguns casos, até mesmo em um laptop.

O trabalho se concentrou na análise de sistemas compostos por centenas de qubits, as unidades básicas da computação quântica. Diferentemente dos bits utilizados em computadores convencionais, que assumem apenas os valores 0 ou 1, os qubits podem existir em múltiplos estados simultaneamente graças ao fenômeno conhecido como superposição.

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Essa característica torna os sistemas quânticos extremamente difíceis de reproduzir em máquinas tradicionais, já que a quantidade de informações necessárias cresce exponencialmente à medida que mais qubits são adicionados ao sistema.

A pesquisa surgiu após um estudo publicado em 2025 afirmar que determinada dinâmica quântica só poderia ser reproduzida por computadores quânticos. Intrigados com a afirmação, os pesquisadores decidiram testar se realmente não existia uma alternativa baseada em computação clássica.

Para superar as limitações dos computadores convencionais, a equipe utilizou uma técnica conhecida como rede tensorial, uma ferramenta matemática capaz de compactar enormes quantidades de informações quânticas de forma semelhante a um arquivo comprimido. Isso permitiu reduzir drasticamente a quantidade de memória e processamento necessários para realizar as simulações.

Além disso, os cientistas empregaram um método chamado propagação de crença, originalmente desenvolvido na década de 1980 e recentemente adaptado para aplicações envolvendo sistemas quânticos complexos.

Combinando essas abordagens, foi possível reproduzir resultados anteriormente obtidos por computadores quânticos e analisar sistemas tridimensionais extremamente complexos com um nível de precisão considerado comparável ao das melhores técnicas atuais.

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Os resultados coincidiram tanto com previsões teóricas quanto com experimentos realizados anteriormente utilizando tecnologia quântica, demonstrando que determinadas tarefas consideradas exclusivas das futuras máquinas quânticas podem, na verdade, ser executadas por computadores convencionais equipados com ferramentas matemáticas adequadas.

Os pesquisadores ressaltam que a descoberta não reduz a importância dos computadores quânticos. Pelo contrário, ela evidencia como avanços em computação clássica e quântica podem evoluir de forma complementar, impulsionando novas soluções em ambas as áreas.

Agora, a equipe pretende aplicar os métodos em desafios ainda mais complexos, incluindo a simulação de materiais quânticos avançados, como supercondutores e outros sistemas com potencial para revolucionar setores como energia, eletrônica e computação.

Se os resultados continuarem promissores, a pesquisa poderá ampliar significativamente a capacidade dos computadores tradicionais de investigar fenômenos quânticos, reduzindo a dependência de equipamentos quânticos para determinadas aplicações científicas.

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