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quarta-feira, setembro 16, 2026

Lula ameaça retaliar tarifa de Trump com Lei da Reciprocidade a partir de 1º de agosto

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10/7) que, se os Estados Unidos não recuarem da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o Brasil aplicará medidas retaliatórias com base na Lei da Reciprocidade Econômica. A cobrança passaria a valer a partir de 1º de agosto.

A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal Nacional, em meio à escalada de tensão comercial entre os dois países. “O Brasil utilizará a Lei da Reciprocidade quando for necessário. Se não houver solução, vamos entrar com reciprocidade a partir de 1º de agosto”, disse Lula.

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Comissão de negociação e possível ida à OMC

Segundo o presidente, o governo organizará uma comissão com empresários brasileiros para tentar negociar uma saída diplomática para a nova tarifa imposta por Donald Trump. Caso as conversas não avancem, o Brasil pretende acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). Se ainda assim não houver acordo, o país adotará tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos.

“Essa é a hora da gente mostrar que o Brasil quer ser respeitado no mundo. O Brasil é um país que não tem contencioso com nenhum outro e que, portanto, a gente não aceita desaforamento contra o Brasil”, afirmou.

Trump endurece com o Brasil após defender Bolsonaro

A medida de Trump, anunciada na quarta-feira (9/7), foi justificada como resposta a supostas ações do governo Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de argumentos comerciais sobre desequilíbrios na balança entre os dois países.

O republicano publicou uma carta em sua rede social, a Truth Social, informando a elevação de tarifas de 10% para 50% sobre produtos brasileiros. A postagem causou irritação no governo brasileiro pela falta de comunicação diplomática formal.

“É um desaforo muito grande e não dá para aceitar. É um cidadão presidente de um país importante, como os Estados Unidos, mandar uma carta para mim por site, evocando o fim da ‘caça às bruxas’”, declarou Lula, em referência à acusação de Trump sobre suposta perseguição judicial a Bolsonaro.

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Retaliação e reconfiguração de parcerias

Nos bastidores, o governo avalia redirecionar parte de suas exportações para novos mercados, caso a crise com os EUA se agrave. A postura de Trump, que já ameaçou membros do BRICS com tarifas de até 100%, preocupa especialmente o Itamaraty e setores do agronegócio.

Enquanto a crise se desenrola, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty monitoram os impactos econômicos e políticos da decisão, que pode afetar não só as exportações, mas também as relações diplomáticas entre os dois países.

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