Entre os muitos métodos já explorados na ciência forense para desvendar mistérios criminais, um dos mais intrigantes – e amplamente desacreditados – é o da optografia forense. Essa técnica sugeria que as retinas de pessoas falecidas poderiam “revelar” a última imagem capturada por seus olhos, como um retrato estático dos momentos finais.
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A crença ganhou força no século XIX, mas remonta ao padre jesuíta alemão Christoph Scheiner, que, em seus estudos sobre a fisiologia ocular no século XVII, observou imagens tênues nos olhos de animais dissecados. Mais tarde, nos anos 1870, o fisiologista Wilhelm Friedrich Kühne aprofundou essas investigações com experimentos sobre como a luz afetava a retina de animais, sugerindo que, sob condições específicas, as imagens poderiam ser preservadas na retina. No entanto, esses testes nunca tiveram sucesso em humanos.
O conceito popularizou-se a ponto de provocar relatos de criminosos supostamente retirando os olhos de suas vítimas, com o temor de que pudessem ser identificados. Em 1888, a retina de uma vítima de Jack, o Estripador, foi fotografada na esperança de identificar o assassino, mas a tentativa não trouxe qualquer revelação útil. Mesmo sem provas, a optografia foi levada a sério em alguns casos judiciais, como o julgamento de 1914 nos Estados Unidos, destacando a crença na suposta ciência.
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Hoje, a optografia sobrevive apenas em filmes e livros de ficção científica. A ideia de que os olhos funcionariam como câmeras primitivas foi desacreditada pela ciência moderna, conforme explica a Academia Americana de Oftalmologia: “Em uma época de descobertas rápidas, era tentador imaginar que os olhos poderiam capturar imagens de maneira semelhante à fotografia, mas a ciência atual comprova que isso nunca foi possível.”
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