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segunda-feira, julho 22, 2024

Temu enfrenta processo nos EUA por suposto roubo de dados de usuários

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A Temu, uma popular loja online de origem chinesa, está sendo processada nos Estados Unidos sob acusações de atuar como um “malware perigoso” que rouba dados de seus usuários. A ação foi movida pelo procurador-geral do estado do Arkansas, Tim Griffin, na terça-feira (25).

Segundo Griffin, o aplicativo da Temu foi projetado para ter acesso irrestrito ao sistema operacional dos smartphones, podendo alterar configurações de privacidade, coletar informações e monetizá-las. Dessa forma, o app funcionaria como um malware ou spyware.

“A Temu não é um mercado online como a Amazon ou o Walmart. É um negócio de roubo de dados que vende produtos online como um meio para atingir um fim”, acusou Griffin, destacando que essa prática viola a lei estadual contra práticas comerciais enganosas.

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O aplicativo de e-commerce, que recentemente foi lançado no Brasil, está entre os mais baixados da App Store e da Play Store. A Temu pertence à PDD Holdings, empresa sediada na Irlanda e também responsável pela Pinduoduo, uma plataforma de compras popular na China.

Acusações de Espionagem 

O processo contra a Temu nos EUA também menciona as acusações de espionagem contra o app da Pinduoduo, que foi suspenso da loja oficial do Android em 2023. O documento cita ainda as preocupações da Apple em relação aos padrões de segurança e transparência de dados da empresa.

Para o procurador do Arkansas, o app da Temu é ainda mais perigoso que o da Pinduoduo. Ele baseia suas alegações em um relatório da Grizzly Research, do ano passado, que apontou o aplicativo como capaz de hackear celulares para acessar dados além do necessário para seu funcionamento.

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A ação judicial pede que a Temu seja proibida de continuar suas práticas enganosas e que o governo dos EUA imponha penalidades à gigante do comércio eletrônico. Até o momento, a Temu não se pronunciou sobre o processo.

Posicionamento da Temu

Após publicação da matéria, um porta-voz da Temu entrou em contato com a Pardal Tech e se manifestou com o seguinte posicionamento:

“Estamos surpresos e desapontados com o fato do Gabinete do Procurador-Geral do Arkansas (EUA) ter instaurado uma ação judicial sem qualquer apuração independente dos fatos.

As alegações da ação judicial baseiam-se em informações equivocadas que circulam na internet, originadas de uma venda a descoberto (short-seller), e são totalmente infundadas. Negamos categoricamente as acusações e nos defenderemos de forma enérgica.

Compreendemos que, sendo uma empresa nova com um modelo de venda inovador, algumas pessoas podem nos interpretar erroneamente. Estamos empenhados em alcançar o longo prazo dos nossos negócios e acreditamos que a apuração dos fatos beneficiará nosso desenvolvimento.

Estamos confiantes de que as nossas ações e contribuições para a comunidade falarão por si ao longo do tempo.”

*Esta matéria foi atualizada em 5 de Julho as 10h25 com o posicionamento da marca.

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