Às vésperas de atingir a marca de 100 milhões de pedidos em um único mês, o iFood está celebrando seu crescimento na sede da companhia em Osasco (SP), no entanto, Diego Barreto, CEO da empresa, ressalta que não quer ser visto apenas como um aplicativo de entregas.
“Quem define o iFood como um aplicativo está errado. O aplicativo é um canal. Assim como o atendimento no salão é outro canal. O WhatsApp é um canal”, afirmou durante um encontro com jornalistas.
A empresa se posiciona como um ecossistema que atende diversas necessidades do mercado, em março, a empresa movimentou R$ 6 bilhões em volume total (GMV). Do montante, 70% veio do Marketplace original, que conecta restaurantes e consumidores.
Os 30% restantes são atribuídos a serviços como entrega para restaurantes, compras de mercado, iFood Pago e Anota Aí, um serviço de pedidos pelo WhatsApp.
A receita da marca provém das taxas sobre os serviços contratados pelos restaurantes, no Marketplace, a comissão varia de 10% a 15%, o uso do meio de pagamento implica uma taxa adicional de até 3%, e a logística adiciona mais um valor.
++Saiba quem é o bilionário com fortuna estimada em US$ 5,6 bilhões por conta do fast food
O investimento mais barato para um restaurante operar dentro do aplicativo é de R$ 300 por mês.
“São decisões fracionadas. Por isso, quando vejo alguém dizendo que o iFood cobra 30%, isso não é a maneira correta de expressar o que fazemos”, conta Diego.
Apesar de ser líder de mercado, a empresa enfrenta muitos desafios em cada canal em que atua, reduzir a competição a uma disputa entre iFood e Rappi é simplificar demais a questão, especialmente considerando que um quarto dos pedidos de comida no Brasil ainda são feitos por telefone.
++Novo teste genético pode erradicar cegueira hereditária em cães
Como a expansão para novas áreas começou há apenas quatro anos, depois que o modelo de Marketplace foi validado e otimizado, o futuro da empresa agora está em alavancar os ativos construídos até aqui.
A estratégia não envolve uma expansão territorial significativa, pois o iFood já está presente em mais de 1.500 municípios, a empresa foca em ampliar as verticais oferecidas em cada cidade atendida, cobrindo áreas como supermercado, farmácia, pet shop e testando a entrega de produtos de shoppings para oferecer conveniência.
“Pensamos grande. Não estamos atrás de ninguém. O time sabe disso. Essa empresa é foda. O brasileiro é foda. Dá pra ir muito além”, afirmou Diego.
Os novos negócios do iFood nascem dentro de uma cultura de inovação herdada da Movile, chamada de “Jet Skis”, essas iniciativas são projetos rápidos e leves para validar ou refutar novas ideias. A vertical de shopping, por exemplo, surgiu há dois anos como um projeto piloto.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



