O jovem refugiado Mohamed Ayoub percorreu descalço uma rota de fuga de 15 dias, carregando os pais idosos em dois cestos presos aos ombros, para escapar da perseguição contra a minoria muçulmana rohingya no estado de Rakhine, em Mianmar. Durante o trajeto, ele perdeu o pai e, após chegar a um local seguro, pediu ajuda para custear o tratamento médico da mãe.
A história de Ayoub ganhou repercussão internacional pela maneira como ele tentou proteger os pais em meio à violência. Apesar dos esforços, o pai morreu durante a jornada, enquanto a mãe conseguiu chegar em segurança.
++ Pescador captura peixe raro, divide com vila e descobre que espécie já rendeu milhões
Diante da necessidade de tratamento médico para a mãe, o jovem fez um apelo público ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, solicitando apoio financeiro. “Eu gostaria de agradecer especialmente ao presidente Recep Tayyip Erdoğan. Estou esperando ajuda dele para o tratamento da minha mãe”, declarou.
O caso ocorreu durante a crise humanitária que se intensificou em 25 de agosto de 2017, após o início de operações militares no estado de Rakhine. Desde então, mais de 750 mil rohingyas deixaram Mianmar em direção a Bangladesh, segundo dados da Anistia Internacional. A maioria dos refugiados era formada por mulheres e crianças.
++ Vacina brasileira contra o cigarro avança em pesquisas e pode chegar ao mercado até 2030
A dimensão da violência também foi documentada pela organização Médicos Sem Fronteiras. Em relatório divulgado em dezembro de 2017, a entidade estimou que pelo menos 9 mil rohingyas morreram no primeiro mês das operações militares.
Desse total, aproximadamente 6,7 mil mortes foram atribuídas a atos violentos, incluindo cerca de 730 crianças menores de cinco anos.



