
Minas Gerais e Amazonas voltam a apontar o vencedor da eleição presidencial (Foto: Instagram)
Minas Gerais e Amazonas voltaram a apontar o vencedor da eleição presidencial. Chamados de “Estados-pêndulo” por não terem preferência política fixa, os dois estados acompanharam o resultado nacional em todas as disputas desde a redemocratização, em 1989. Em 2026, com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma virada histórica em relação ao primeiro turno, o padrão se repetiu: Lula obteve 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL).
Na primeira eleição após a redemocratização, Lula foi derrotado por Fernando Collor de Mello (PRN), escolhido pelos dois estados. Em Minas Gerais, Collor recebeu 52,82% dos votos válidos, ante 47,18% de Lula; no Amazonas, teve 52,69%, enquanto o petista alcançou 47,31%. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu no primeiro turno, com 54,28% dos votos válidos no país, 64,82% em Minas e 60,50% no Amazonas. Na reeleição, em 1998, também no primeiro turno, FHC registrou 55,67% em Minas, 54,67% no Amazonas e 53,06% nacionalmente.
Em 2002, Lula conquistou sua primeira vitória presidencial ao derrotar José Serra (PSDB), que mais tarde voltaria a disputar a Presidência contra Dilma Rousseff. Lula obteve 66,51% dos votos válidos em Minas, contra 33,49% de Serra; no Amazonas, foram 65,13% para o petista e 34,87% para o adversário. Na eleição de 2006, contra Geraldo Alckmin (PSDB), seu atual vice, Lula ampliou a vantagem no Amazonas, com 86,82% dos votos válidos, ante 13,18% do tucano. Em Minas, o resultado foi de 65,19% a 34,81%.
Em 2010, Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra com maioria nos dois estados: recebeu 58,45% dos votos válidos em Minas, contra 41,55% do tucano, e 80,57% no Amazonas, quatro vezes a votação de Serra, que ficou com 19,43%. Na eleição de 2014, quando Dilma se tornou a primeira e única mulher a assumir a Presidência do Brasil, os estados novamente a escolheram diante de Aécio Neves (PSDB). Em Minas, estado de origem da presidente, ela alcançou 52,41%, contra 47,59% do adversário; no Amazonas, obteve 65,02%, ante 34,98% do tucano.
No segundo turno de 2018, Jair Bolsonaro, então pelo PSL, derrotou Fernando Haddad (PT) e teve a preferência nos dois estados. Em Minas, Bolsonaro somou 58,19% dos votos válidos, contra 41,81% de Haddad. No Amazonas, a disputa foi mais apertada: o eleito recebeu 50,27%, e o petista, 49,73%.
Em 2022, quando Lula venceu a eleição presidencial, os dois estados registraram mais votos para o petista do que para Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno, Lula teve 50,20% dos votos válidos em Minas, enquanto Bolsonaro ficou com 49,80%. No Amazonas, o resultado foi de 51,10% para Lula e 48,9% para o candidato do PL.



