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segunda-feira, outubro 26, 2026

Vacina brasileira contra o cigarro avança em pesquisas e pode chegar ao mercado até 2030

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Uma vacina desenvolvida no Brasil para ajudar no combate à dependência de nicotina está sendo pesquisada em um laboratório farmacêutico de Itapira, no interior de São Paulo. O projeto, iniciado há cerca de um ano e meio, busca impedir que a substância presente nos cigarros convencionais e eletrônicos chegue ao cérebro. Os estudos ainda estão na fase de testes em animais, e a expectativa é que o imunizante possa chegar ao mercado até 2030, caso as próximas etapas apresentem resultados positivos.

Diferentemente dos tratamentos que atuam diretamente no sistema nervoso, a proposta da vacina é estimular a produção de anticorpos capazes de reconhecer a nicotina na corrente sanguínea. Dessa forma, os pesquisadores pretendem reduzir a chegada da substância ao cérebro e, consequentemente, sua ação sobre os mecanismos associados à dependência.

Um dos principais obstáculos para o desenvolvimento do imunizante é o tamanho da molécula de nicotina. Por ser muito pequena, ela não provoca facilmente uma resposta do sistema imunológico, o que dificulta a produção de anticorpos específicos.

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Para contornar essa limitação, os cientistas trabalham com uma estratégia que consiste em ligar quimicamente a nicotina a uma molécula maior. A combinação busca tornar o composto reconhecível pelo organismo e estimular uma resposta imunológica.

A expectativa é que os anticorpos produzidos se liguem à nicotina antes que ela atravesse a barreira hematoencefálica, estrutura que controla a passagem de substâncias do sangue para o cérebro. Com isso, os pesquisadores esperam diminuir os efeitos relacionados à liberação de dopamina após o consumo de nicotina.

Até o momento, os experimentos foram realizados apenas em modelos animais. Os resultados preliminares indicaram a produção de anticorpos específicos, mas ainda são necessários estudos para determinar se a estratégia será segura e eficaz em seres humanos.

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O esquema de aplicação previsto pelos pesquisadores inclui três doses, administradas com intervalo de um mês entre elas. Como a vacina ainda não passou por ensaios clínicos em pessoas, não existe um preço definido para uma possível comercialização.

A pesquisa ocorre em meio às preocupações com os efeitos do tabagismo sobre a saúde pública. Segundo os dados apresentados sobre o projeto, doenças associadas ao consumo de tabaco provocam mais de 145 mil mortes por ano no Brasil.

Apesar dos resultados iniciais, a vacina ainda precisa superar novas etapas de desenvolvimento antes de poder ser disponibilizada à população. A previsão de chegada ao mercado em 2030 permanece condicionada aos resultados dos próximos estudos e às autorizações dos órgãos reguladores.

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