A chinesa Qian Hongyan, que perdeu as duas pernas em um acidente de caminhão aos 4 anos, voltou a chamar atenção aos 18 anos ao receber próteses adaptadas ao seu corpo adulto. Ainda criança, ela ficou conhecida por utilizar metade de uma bola de basquete para se locomover, uma solução encontrada pela família diante da falta de recursos financeiros para comprar equipamentos adequados.
A adaptação foi criada pelo avô de Qian, que cortou uma bola de basquete ao meio e a posicionou na região da cintura da neta. Ele também preparou pequenas peças de madeira para que a menina pudesse apoiar as mãos no chão durante os movimentos.
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Com o equipamento improvisado, Qian conseguia se deslocar enquanto a bola ajudava a reduzir o impacto sobre o quadril. As imagens da criança utilizando o objeto se espalharam pela China e despertaram a atenção de pessoas que passaram a contribuir financeiramente para seu tratamento.
A mobilização permitiu que a menina tivesse acesso à reabilitação. Em 2005, ela recebeu suas primeiras próteses e começou a frequentar um clube de natação voltado a pessoas com deficiência.
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A atividade esportiva passou a fazer parte de sua trajetória. Com o passar dos anos, Qian se tornou nadadora e participou de competições, representando a China em eventos internacionais.
Entre as competições mencionadas em relatos sobre sua carreira estão os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, realizados em 2016. Sua trajetória passou a ser associada tanto à adaptação utilizada na infância quanto à participação no esporte após a perda das pernas.



