McKenna West, de 28 anos, obteve uma decisão judicial favorável após se recusar a interromper a gravidez de um bebê diagnosticado ainda no útero com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. A criança, batizada de Gabriel por West, nasceu na manhã da última quarta-feira (12), na região de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, e foi encaminhada para receber atendimento médico.
A alteração cardíaca foi identificada durante um exame realizado na 20ª semana de gestação. Segundo a ação judicial, a condição é grave, mas pode ser tratada, geralmente com uma cirurgia realizada logo após o nascimento.
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Após receber o diagnóstico, os pais biológicos, identificados nos autos como A.B. e C.D. e posteriormente como Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, teriam pedido que West interrompesse a gestação. A mulher recusou e se ofereceu para abrir mão de qualquer direito parental, desde que os pais autorizassem o tratamento cirúrgico após o parto. Segundo o relato apresentado à Justiça, eles não aceitaram a condição.
West então buscou alternativas médicas no Texas e encontrou uma equipe especializada no tratamento da cardiopatia. Os pais biológicos, que vivem na Califórnia, entraram com uma ação contra ela, enquanto West também recorreu à Justiça para tentar garantir que o bebê permanecesse no Texas e tivesse acesso ao atendimento.
Um juiz do Condado de Dallas determinou que Gabriel recebesse os cuidados médicos necessários. A decisão também estabeleceu que um tutor legal acompanhe as decisões relacionadas ao tratamento da criança.
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O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, havia solicitado à Justiça autorização para que os médicos realizassem os procedimentos considerados necessários para preservar a vida do bebê. “O tribunal tomou a decisão correta ao agir imediatamente para proteger a vida do bebê Gabriel e garantir que ele receba os cuidados que merece”, afirmou Paxton, segundo a Live Action.
Apesar da decisão que garantiu o tratamento, West não recebeu autorização para acompanhar o bebê. A ordem judicial impede que ela veja ou segure Gabriel após o parto.
A restrição foi criticada por Lila Rose, fundadora da organização Live Action, que comemorou a autorização para o tratamento, mas questionou a separação entre a criança e a gestante. “Isso é profundamente injusto, pois o bebê Gabriel será separado da única mãe que conhece, tendo que passar por uma cirurgia sem o conforto ou apoio dela”, escreveu no X.
O nascimento não encerrou a disputa judicial. West e os pais biológicos estão impedidos de retirar Gabriel do Texas, e uma nova audiência está marcada para 25 de agosto. A Justiça ainda deverá definir questões relacionadas à guarda e aos direitos parentais.



