Considerada um dos principais pilares da química, a tabela periódica reúne todos os elementos químicos conhecidos e organiza suas propriedades de acordo com o número atômico. Embora atualmente conte com 118 elementos oficialmente reconhecidos, pesquisadores afirmam que ela ainda pode ser ampliada com a criação de novos componentes em laboratório.
Criada em 1869 pelo químico russo Dmitri Mendeleev, a tabela reúne os 92 elementos encontrados na natureza e outros 26 produzidos artificialmente ao longo das últimas décadas. Agora, o foco da comunidade científica está na obtenção do elemento 119, que, se confirmado, inaugurará o oitavo período da tabela periódica.
Grupos de pesquisa no Japão, Estados Unidos, Rússia e Alemanha trabalham em experimentos para sintetizar esse novo elemento. Até o momento, porém, nenhuma tentativa resultou na comprovação necessária para que ele seja oficialmente reconhecido.
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Ao contrário do que muitos imaginam, a inclusão de um novo elemento não depende de sua descoberta na natureza, mas da capacidade de produzi-lo artificialmente. Para isso, cientistas utilizam técnicas de fusão nuclear, acelerando núcleos atômicos a altíssimas velocidades para provocar colisões que possam formar um átomo com um número maior de prótons.
O maior obstáculo é garantir que esse novo núcleo permaneça estável por tempo suficiente para ser identificado e analisado. Em muitos casos, os átomos criados existem apenas por frações de segundo antes de se desintegrarem, o que dificulta sua caracterização.
Quando um novo elemento é obtido com sucesso, ele passa por um rigoroso processo de validação conduzido pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), entidade responsável por reconhecer oficialmente os elementos químicos. Somente após essa avaliação ele pode ser incorporado à tabela periódica.
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Além de ampliar a lista de elementos conhecidos, essas pesquisas ajudam a aprofundar o entendimento sobre a estrutura da matéria e os limites da física nuclear. A eventual criação do elemento 119 permitirá aos cientistas testar teorias sobre o comportamento de átomos extremamente pesados e compreender melhor como a matéria se organiza em condições extremas.
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