Os famosos copos Stanley, que se tornaram um fenômeno de vendas nos últimos anos, passaram a ser alvo de ações judiciais nos Estados Unidos após consumidores questionarem a presença de chumbo na estrutura interna dos produtos. A repercussão começou depois que um teste caseiro divulgado nas redes sociais apontou a existência do metal pesado, informação posteriormente confirmada pela fabricante.
Segundo o HuffPost, pelo menos três processos foram apresentados contra a Pacific Market International (PMI), empresa proprietária da marca Stanley desde 2002. As ações alegam que os consumidores não foram informados de forma clara sobre a utilização de chumbo na fabricação dos copos.
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Em nota enviada ao GLOBO, a Stanley confirmou que utiliza o metal durante o processo de vedação da base dos produtos, mas afirmou que ele não fica exposto ao consumidor.
“A Stanley esclarece que não há chumbo em parte alguma da superfície de seus produtos que entre em contato com o consumidor, ou com líquidos e alimentos que estejam sendo consumidos. A marca utiliza um processo de fabricação que segue o padrão global da indústria para realizar o selamento na parede externa e garantir o isolamento a vácuo. Este material de vedação inclui uma parcela de chumbo em sua composição. No entanto, uma vez selada, esta área é coberta por uma camada não removível de aço inoxidável, tornando-a inacessível aos consumidores”.
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Apesar da explicação da empresa, as ações judiciais sustentam que essa informação só ganhou divulgação após o tema viralizar nas redes sociais. Em um dos processos, apresentado por consumidoras da Califórnia, as autoras afirmam:
“O principal mercado-alvo da PMI são mulheres profissionais jovens em idade fértil, como as quatro demandantes nomeadas que apresentaram esta reclamação. A PMI gasta enormes somas para chegar a esse mercado, pagando influenciadores para anunciar copos Stanley como produtos seguros e duráveis”.
Outra ação, movida por uma consumidora de Nevada, questiona a possibilidade de o selo a vácuo sofrer danos com o uso, o que poderia expor o material utilizado na vedação. Segundo o processo, a comunicação da fabricante seria insuficiente para alertar sobre esse risco.
Há ainda uma terceira ação apresentada na Califórnia, que argumenta que a empresa comercializa os copos para uso em atividades como caminhadas e escaladas, situações em que quedas e impactos poderiam danificar os produtos.



