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domingo, outubro 18, 2026

Dólar sobe 0,17% e Ibovespa avança apesar de falha técnica na B3

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Dólar Sobe Levemente e Ibovespa Vira para Alta (Foto: Instagram)

Nesta sexta-feira (31/7), o dólar apresentou uma leve alta de 0,17% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,06 para compra. Apesar da pequena variação, a moeda americana se manteve estável durante a sessão.

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O Ibovespa, por sua vez, subiu 0,45%, fechando em 177,9 mil pontos, mesmo após um atraso de quase três horas na abertura devido a problemas técnicos na Bolsa brasileira (B3).

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Os mercados de câmbio e de capitais foram influenciados por vários fatores nesta sessão, incluindo a falha operacional na B3, que impactou as ações.

João Vitor Saccardo, da Convexa, destaca que o volume médio de negociações do Ibovespa em julho foi de cerca de R$ 18 bilhões por pregão, mas hoje ficou em torno de R$ 8,5 bilhões. “Quem só poderia operar pela manhã, não conseguiu”, explicou o analista.

No cenário internacional, houve um aumento nos conflitos entre Estados Unidos e Irã, o que resultou em uma alta no preço do petróleo.

O barril de Brent subiu 1,21%, atingindo US$ 87,93, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou 1,56%, a US$ 84,86.

Investidores também acompanharam declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) a favor da elevação dos juros. Beth Hammack, do Fed de Cleveland, afirmou que a persistência da inflação alta pode tornar sua redução mais desafiadora. Neel Kashkari, de Minneapolis, e Lorie Logan, de Dallas, fizeram observações semelhantes.

Apesar disso, dados recentes da economia dos EUA indicam uma possível elevação dos juros, mas ainda há dúvidas sobre quantas vezes isso ocorrerá até o final do ano.

O PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre mostrou uma economia sólida, com consumo e investimentos fortes, enquanto a inflação parece estar desacelerando.

O Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) ficou ligeiramente abaixo das expectativas em junho, reforçando a percepção de que os preços estão desacelerando gradualmente.

Nesta sexta-feira, os rendimentos dos títulos mais líquidos da dívida americana, os Treasuries, com prazos de dois e dez anos, também subiram, atraindo mais investidores e pressionando o dólar para cima.

No cenário interno, o Banco Central divulgou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em junho atingiu R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB, o maior nível em cinco anos.

Outro fator que influenciou o pregão foi a "guerra da Ptax", que ocorre no último dia útil de cada mês. A Ptax é uma média do preço do dólar em relação ao real, calculada pelo Banco Central, e serve de referência para contratos de câmbio.

As bolsas europeias fecharam sem direção definida. O índice Stoxx 600 teve uma leve queda de 0,06%, o DAX de Frankfurt subiu 0,07%, o CAC 40 de Paris aumentou 0,28% e o FTSE 100 de Londres caiu 0,27%.

Em Wall Street, houve uma alta generalizada: 0,91% no S&P 500, 0,76% no Dow Jones e 1,23% no Nasdaq.

Para Luca Girardi, da Nomad, o pregão doméstico foi marcado pela volatilidade técnica devido à formação da taxa Ptax e ao atraso na abertura da B3.

“No ambiente internacional, a moeda americana também se fortaleceu levemente, impulsionada pelo aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que tornam os ativos em dólar mais atrativos”, afirmou. “O movimento refletiu discursos mais rígidos de dirigentes do Fed, como Beth Hammack e Lorie Logan.”

João Vitor Saccardo, da Convexa, afirma que a alta do Ibovespa foi sustentada por empresas de commodities. “O petróleo subiu após Donald Trump afirmar que pretende atacar o Irã ‘com muita força’ e mostrar ceticismo em relação a um acordo”, disse. “Isso impulsionou as ações da Petrobras e da Prio.”

Ele também destacou que a Vale avançou após divulgar resultados do segundo trimestre acima das expectativas, enquanto o Santander foi destaque com uma OPA anunciada pela controladora. "Apesar da leve alta da curva de juros, o setor de serviços subiu, enquanto a construção civil foi pressionada pelas taxas de juros mais elevadas."

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