
Operadora monitora telas com ações da B3 durante atraso no pregão (Foto: Instagram)
O problema técnico que atrasou a abertura do pregão na Bolsa brasileira (B3) nesta sexta-feira (31/7) gerou insegurança e restringiu as operações dos investidores, segundo especialistas do mercado de capitais. O pregão, que deveria ter iniciado às 10 horas, foi impactado pela falha.
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De acordo com João Vitor Saccardo, que lidera a mesa de renda variável da Convexa, a falha na B3 afeta diretamente a negociação de todos os ativos, incluindo curvas futuras, Mini Índice, Mini Dólar e transações com ações.
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Além disso, Saccardo destaca que a situação gera incerteza, especialmente após movimentos significativos no fim do pregão anterior, como a divulgação do balanço da Amazon. Ele afirma que os investidores ficam sem informações claras.
O único dado disponível para os investidores na manhã desta sexta-feira é uma prévia do EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), um fundo de índice negociado nos Estados Unidos que reflete o desempenho de ações de empresas brasileiras, funcionando como um "Ibovespa dolarizado".
Danilo Coelho, profissional do mercado financeiro, também enfatiza que a falha na B3 causa insegurança entre os investidores, principalmente os internacionais, que observam o Brasil e percebem falhas operacionais indesejadas. Isso pode minar a confiança dos investidores de forma geral.
Coelho ainda menciona que o problema, além de limitar as transações, pode causar oscilações. "Podemos enfrentar uma grande volatilidade na abertura do pregão, já que todas as negociações que deveriam ocorrer pela manhã ficarão represadas até a abertura oficial da Bolsa."



