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quarta-feira, julho 22, 2026

Dólar cai para R$ 5,05 e Bolsa dispara com Vale e WEG em 22/7

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Ibovespa em alta com ações da Vale e WEG brilham na B3 (Foto: Instagram)

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22/7) em queda, cotado a R$ 5,051. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), teve um dos melhores desempenhos recentes, subindo 2,44% e fechando o pregão com 177,5 mil pontos.

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O dia foi marcado por uma forte compra de ações na Bolsa brasileira, principalmente devido ao desempenho positivo da Vale e da WEG. Ambas as empresas divulgaram resultados e indicadores operacionais que agradaram o mercado, o que ajudou a impulsionar uma alta generalizada entre os principais papéis do índice.

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Enquanto isso, o dólar caiu em meio à valorização das commodities e ao otimismo dos investidores, apesar das incertezas ligadas ao tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

DÓLAR RECUA E FECHA NO MENOR NÍVEL DA SEMANA
A moeda americana terminou a sessão em queda após flutuar ao longo do dia. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, também teve uma leve queda de 0,08%, atingindo 101,12 pontos.

Segundo Marcos Bassani, especialista em investimentos da Boa Brasil Capital, os investidores ainda estão assimilando os efeitos das tarifas americanas anunciadas recentemente.

“O dólar oscilou entre altas e baixas, acredito que isso se deva ao início do tarifaço imposto pelo governo americano e ao processo de digestão dos investidores sobre a situação”, disse Bassani.

O analista também destaca que a alta do petróleo e o diferencial de juros continuam favorecendo a moeda brasileira.

VALE E WEG PUXAM FORTE ALTA DA BOLSA
O destaque do pregão foi a Vale. As ações da mineradora subiram 3,96% após a divulgação, na noite anterior, de dados de produção e vendas do segundo trimestre que superaram as expectativas do mercado.

“O principal catalisador foi a Vale, que divulgou ontem à noite um relatório de produção e vendas do segundo trimestre muito acima do esperado. Isso fez a ação disparar aproximadamente 3% logo na abertura”, afirmou Bassani.

A WEG também chamou a atenção dos investidores. A companhia abriu a temporada de balanços da Bolsa brasileira e viu suas ações dispararem 10,05%.

O movimento positivo se espalhou por diversos setores. Petrobras avançou 2,39%, Bradesco subiu 2,29%, Ambev ganhou 2,09%, enquanto Braskem registrou valorização de 4,49%.

Com poucas exceções, o pregão foi amplamente favorável às ações brasileiras, sem quedas significativas entre os papéis de maior peso do índice.

PETRÓLEO AMPLIA GANHOS
O petróleo também voltou a registrar forte valorização nesta quarta-feira. O barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, subiu 3,36% e encerrou o dia cotado a US$ 94,07. Já o WTI avançou 2,95%, para US$ 86,83 por barril.

A alta continua refletindo as preocupações do mercado com a oferta global da commodity em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que tem beneficiado empresas do setor de óleo e gás nos últimos pregões.

WALL STREET FECHA SEM DIREÇÃO ÚNICA
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram o dia próximos da estabilidade. O S&P 500 caiu 0,14%, enquanto o Dow Jones recuou apenas 0,01%. Já o Nasdaq 100 perdeu 0,54%.

Segundo Bassani, os investidores permaneceram cautelosos à espera dos resultados de duas das empresas mais importantes do setor de tecnologia.

“Vejo que os investidores estão bastante atentos às divulgações dos balanços da Alphabet e da Tesla. Estão ansiosos para ver se o investimento bilionário em inteligência artificial teve, de fato, retorno”, analisou.

O analista avalia que o cenário segue marcado por cautela, apesar do forte desempenho da Bolsa brasileira nesta quarta-feira.

“Na minha visão, o cenário ainda é de cautela e pode mudar devido ao balanço das maiores empresas dos EUA, Alphabet e Tesla. Vale ficar de olho também na eleição de 2026, que já está entrando no radar do prêmio de risco doméstico”, concluiu Bassani.

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