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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai para R$ 5,07 e Ibovespa encerra estável em sessão sem direção

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Dólar recua a R$ 5,073 e Ibovespa segue estável (Foto: Instagram)

O dólar comercial teve queda nesta terça-feira (21/7), fechando a R$ 5,073, uma redução de 0,18% em comparação ao dia anterior. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou o dia praticamente estável, com uma ligeira queda de 0,03%, alcançando 173,3 mil pontos.

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Enquanto as bolsas dos Estados Unidos registraram ganhos significativos, impulsionadas pelo otimismo em relação à temporada de balanços corporativos, o mercado brasileiro teve um pregão sem direção clara. Os investidores continuaram atentos às tensões crescentes no Oriente Médio, à oscilação dos preços do petróleo e seus potenciais efeitos sobre a inflação e as taxas de juros no Brasil.

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DÓLAR CAI APESAR DE ALTA NO EXTERIOR
Mesmo com a valorização do dólar no mercado internacional, a moeda americana registrou queda frente ao real. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar em relação a seis moedas fortes, subiu 0,24%, atingindo 101,20 pontos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, explica que a queda do dólar no Brasil está parcialmente ligada à expectativa de entrada de recursos das exportações de petróleo. "O dólar cai, beneficiado, sem dúvidas, por expectativas de entrada de dólares no país trazidos pela balança comercial com petróleo valorizado", comentou Perri.

O analista ressalta que, apesar da queda do câmbio, o mercado local permanece cauteloso quanto aos efeitos do aumento do petróleo sobre a inflação e ao cenário fiscal no Brasil.

BOLSA BRASILEIRA ANDA DE LADO
O Ibovespa voltou a destoar dos mercados desenvolvidos, encerrando a sessão praticamente estável. Segundo Perri, há um movimento claro de preferência dos investidores por ativos de países desenvolvidos neste momento.

"O Ibovespa opera de lado hoje, destoando do mercado norte-americano, sem movimento definido, em pregão no qual as bolsas dos EUA sobem forte. Está claro um movimento de preferência por mercados desenvolvidos, com os mercados europeus fechando em movimento similar, ignorando a pressão nos preços do petróleo e com investidores otimistas com a temporada de resultados nos EUA. Aqui, por outro lado, o mercado tem pouco fôlego, enquanto a curva de juros abre, apesar da queda do dólar", completou o analista.

Entre os destaques positivos do pregão estiveram as empresas do setor de petróleo. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 1,43%, enquanto os papéis da Vale avançaram 0,43%. Os principais bancos também registraram ganhos moderados, abaixo de 1%, exceto o Banco do Brasil (BBAS3), que subiu 3,52%.

Na contramão, a WEG recuou 1,53%, figurando entre as principais quedas do índice.

PETRÓLEO SUSTENTA AÇÕES DO SETOR
O petróleo encerrou o dia em forte alta. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 2,01%, sendo negociado a US$ 91,01. Já o WTI avançou 2,26%, fechando a US$ 84,34.

Entre as maiores quedas do dia, estiveram companhias mais sensíveis ao comportamento dos juros, especialmente dos setores de varejo, consumo e construção civil.

Nos EUA, os principais índices acionários confirmaram o tom positivo desde a abertura do pregão. O S&P 500 subiu 0,89%, o Dow Jones avançou 0,74% e o Nasdaq 100 liderou os ganhos, com alta de 1,93%.

O desempenho reflete o otimismo dos investidores com a temporada de balanços corporativos, que tem sustentado a demanda por ações, sobretudo do setor de tecnologia.

Para quarta-feira (22/7), a expectativa é de um pregão mais esvaziado do ponto de vista macroeconômico. O mercado deverá permanecer atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, às pesquisas eleitorais e aos resultados das grandes companhias americanas previstos para esta semana.

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