Pesquisadores da África do Sul e dos Estados Unidos darão início, nos próximos meses, a uma série de experimentos que pretende investigar como sementes se comportam no ambiente espacial. O objetivo é entender os efeitos da microgravidade e da radiação cósmica sobre o desenvolvimento das plantas, conhecimento considerado estratégico para futuras missões de exploração espacial.
Uma das iniciativas prevê o envio, em outubro, de sementes de rooibos — planta nativa da África do Sul conhecida pela produção de um tradicional chá. As amostras permanecerão por pelo menos seis semanas em um nanolaboratório instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), tornando-se as primeiras sementes de origem sul-africana e do continente africano a participar desse tipo de experimento.
Após retornarem à Terra, elas serão cultivadas ao lado de sementes que permaneceram no planeta. Os pesquisadores irão comparar aspectos como germinação, crescimento e desenvolvimento das plantas para identificar possíveis alterações provocadas pela exposição ao ambiente espacial.
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Em paralelo, cientistas da Universidade Texas A&M também enviarão sementes de uva para a ISS. Nesse caso, o experimento terá duração aproximada de seis meses e integra a missão TAMU-SPIRIT, desenvolvida em parceria com a empresa Aegis Aerospace para ampliar as pesquisas agrícolas realizadas na estação espacial.
Quando retornarem, as sementes serão plantadas em um vinhedo experimental da Texas A&M AgriLife Research. A equipe pretende acompanhar o desenvolvimento das videiras e verificar se a permanência no espaço provocou mudanças genéticas ou alterações no crescimento das plantas.
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Segundo os pesquisadores, a radiação cósmica representa um dos principais desafios desse tipo de estudo. Por isso, as sementes são acondicionadas em sistemas de proteção específicos durante o transporte, evitando que a exposição comprometa sua capacidade de germinação.
Os cientistas acreditam que os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de técnicas de cultivo em ambientes extraterrestres, ampliando as possibilidades de produção de alimentos em futuras bases na Lua, em Marte ou em missões espaciais de longa duração. Além das aplicações fora da Terra, o conhecimento obtido também poderá auxiliar no aprimoramento de métodos agrícolas utilizados no planeta.
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