A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota oficial em defesa do árbitro Raphael Claus após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que colocou em dúvida a atuação do brasileiro durante a Copa do Mundo de 2026.
As críticas ocorreram depois da expulsão do atacante norte-americano Folarin Balogun, na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina. Ao comentar o episódio, Trump afirmou que Claus seria um árbitro “suspeito”, mas não apresentou evidências para sustentar a declaração.
Em resposta, a CBF ressaltou a trajetória do árbitro e destacou seu reconhecimento no cenário internacional.
“Raphael Claus integra o quadro de árbitros profissionais da CBF, é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”, afirmou a entidade.
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A confederação também rejeitou qualquer insinuação envolvendo a conduta do árbitro.
“A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita”, diz outro trecho da nota.
Segundo a entidade, Claus construiu uma carreira baseada em avaliações técnicas positivas, desempenho consistente e atuações em importantes competições nacionais e internacionais.
A polêmica teve início após a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase da Copa do Mundo. O atacante recebeu cartão vermelho aos 19 minutos do segundo tempo após uma entrada dura sobre o defensor Tarik Muharemovic, o que inicialmente o impediria de disputar as oitavas de final.
No entanto, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu suspender temporariamente a punição automática. Com base no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, Balogun foi liberado para enfrentar a Bélgica, em uma medida inédita na história da competição, permitindo que o jogador atuasse durante um período probatório de um ano.
Ao comentar a decisão, Trump afirmou que havia solicitado à FIFA uma revisão do lance.
“Eu pedi uma revisão, pois não achei que foi falta. Tudo o que fiz foi pedir a revisão, não disse a eles o que devem fazer. Sim, eu pedi à FIFA, falei com um homem altamente respeitado”, declarou o presidente norte-americano.
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Em seguida, voltou a criticar a atuação do árbitro brasileiro.
“É um pouco suspeito, se você checar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, afirmou.
Após a decisão da FIFA, Trump comemorou a liberação de Balogun nas redes sociais, agradecendo à entidade por, segundo ele, “fazer a coisa certa” ao reverter a suspensão do atacante norte-americano.
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