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quinta-feira, setembro 17, 2026

Microplásticos são encontrados em rações para cães e gatos, aponta estudo

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, identificou a presença de microplásticos em rações industrializadas para cães, gatos e ouriços, reforçando a preocupação com a contaminação desses materiais na cadeia alimentar. A pesquisa também encontrou partículas plásticas em fezes de ouriços europeus, indicando que a alimentação fornecida por humanos pode ser uma das principais fontes de exposição.

A investigação teve início em 2021, após a coleta de 189 amostras de fezes de ouriços em jardins residenciais e centros de reabilitação. Os pesquisadores detectaram microplásticos em cerca de 19% das amostras analisadas, o que motivou uma investigação mais ampla sobre a origem dessa contaminação.

Para entender como as partículas chegavam aos animais, a equipe analisou solo, milhares de invertebrados e alimentos utilizados na alimentação de animais domésticos e silvestres em diferentes regiões do Reino Unido. Os resultados mostraram que a presença de microplásticos é comum tanto no ambiente quanto nos produtos industrializados destinados aos animais.

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Contaminação foi encontrada na maioria das marcas

Os cientistas avaliaram 38 marcas comerciais de ração, analisando seis unidades de cada produto. Em 29 delas foram identificadas partículas de microplásticos, com maior frequência nos alimentos de menor custo.

O estudo também verificou que as rações secas apresentavam maior concentração de partículas por grama. No entanto, como os alimentos úmidos costumam ser consumidos em maior quantidade, a ingestão total de microplásticos pode ser igualmente significativa. Segundo as estimativas dos pesquisadores, um cão de grande porte pode ingerir centenas de partículas plásticas por dia apenas por meio da alimentação.

Outro dado observado foi que produtos com maior quantidade de ingredientes de origem animal apresentaram índices mais elevados de contaminação.

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Possíveis impactos ainda são investigados

Embora os efeitos da ingestão de microplásticos sobre a saúde de animais domésticos e silvestres ainda não estejam totalmente esclarecidos, pesquisas laboratoriais já indicam que essas partículas podem interferir em processos biológicos importantes.

Os autores alertam que a contaminação por microplásticos parece estar amplamente distribuída nos alimentos industrializados e defendem a adoção de medidas preventivas ao longo da cadeia produtiva.

Entre as propostas apresentadas estão a criação de testes obrigatórios para detectar microplásticos em alimentos destinados aos animais e o fortalecimento do controle de qualidade na produção, com o objetivo de reduzir a exposição e minimizar possíveis impactos ambientais e à saúde.

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