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segunda-feira, junho 8, 2026

OMS alerta para risco de aumento dos casos de sarampo durante a Copa do Mundo de 2026

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiram um alerta sobre o risco de aumento da circulação do sarampo durante a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México.

O torneio deve reunir milhões de torcedores, atletas, jornalistas e turistas de diferentes países, criando um ambiente propício para a disseminação de doenças altamente contagiosas, especialmente em locais de grande circulação de pessoas, como estádios, aeroportos, hotéis e sistemas de transporte.

A preocupação das autoridades sanitárias ocorre em meio ao avanço dos casos de sarampo nas Américas. Segundo dados da Opas, a região registrou quase 15 mil casos confirmados da doença em 2025, número mais de 30 vezes superior ao registrado no ano anterior. Estados Unidos, Canadá e México concentram a maior parte das ocorrências e seguem enfrentando surtos ativos em 2026.

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O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Especialistas estimam que uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 indivíduos suscetíveis, tornando grandes eventos internacionais um fator de preocupação para as autoridades de saúde.

De acordo com a Opas, a maioria dos casos recentes foi registrada entre pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto. Embora alguns países tenham ampliado a cobertura de imunização nos últimos anos, os índices ainda permanecem abaixo dos 95% considerados necessários para impedir a circulação sustentada do vírus.

O alerta também envolve o risco de reintrodução da doença em países que atualmente não apresentam transmissão contínua. O Brasil, por exemplo, mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, mas especialistas avaliam que viajantes infectados podem provocar novos surtos em regiões com baixa cobertura vacinal.

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Diante desse cenário, o Ministério da Saúde orienta que brasileiros que pretendem viajar para acompanhar a Copa do Mundo verifiquem sua situação vacinal antes do embarque. A recomendação é que eventuais doses pendentes sejam aplicadas com pelo menos duas semanas de antecedência da viagem.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua sendo a principal forma de prevenção. Além da imunização, autoridades de saúde defendem o reforço da vigilância epidemiológica durante o torneio para permitir a rápida identificação de casos suspeitos e evitar a propagação da doença entre os visitantes e suas comunidades de origem após o retorno.

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