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segunda-feira, junho 8, 2026

Mulher que fingiu ser criança por mais de um ano é indiciada por estelionato em Santa Catarina

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A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre o caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, que teria se passado por uma adolescente de 12 anos para obter abrigo, assistência financeira e apoio de uma família em Joinville. A suspeita foi indiciada por estelionato, e o caso agora será analisado pelo Ministério Público.

Segundo as investigações, Amanda utilizava uma identidade falsa e se apresentava como “Gabriele”, alegando ter apenas 12 anos de idade. Ela foi acolhida informalmente por uma família da cidade e permaneceu vivendo com os integrantes do grupo por cerca de 14 meses antes que a fraude fosse descoberta.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher criou uma narrativa para justificar características físicas incompatíveis com a idade informada. Entre as alegações, dizia possuir transtorno do espectro autista e outros problemas de saúde.

Os investigadores afirmam que Amanda também adotava comportamentos infantis para reforçar a falsa identidade. Relatos apontam o uso frequente de mamadeiras, chupetas e objetos de apego utilizados durante o sono.

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Um dos fatores que despertaram suspeitas foi a resistência em frequentar a escola. Conforme a investigação, sempre que surgia a possibilidade de matrícula em uma instituição de ensino, ela recusava a proposta. Também alegava não querer ser adotada oficialmente por medo de ser encontrada pelo suposto pai biológico.

Durante o período em que viveu com a família, a mulher recebeu diversos tipos de assistência. Os responsáveis custearam despesas pessoais, tratamentos de saúde e até medicamentos para controle da obesidade, incluindo aplicações de tirzepatida, conhecida comercialmente como Mounjaro. A família também organizou uma festa para celebrar o que acreditava ser o aniversário de 12 anos da adolescente.

Após a descoberta da verdadeira identidade, Amanda foi presa e, segundo a Polícia Civil, confessou os crimes durante depoimento. Ela permanece detida no Presídio Regional de Joinville, à disposição da Justiça.

As investigações apontam ainda que o caso de Santa Catarina não foi um episódio isolado. Há registros semelhantes atribuídos à suspeita em diferentes estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

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Um dos episódios ocorreu em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em 2023. Na ocasião, segundo denúncia do Ministério Público, Amanda teria utilizado outra identidade falsa e relatado ter sido vítima de violência e cárcere privado. Sensibilizadas com a história, duas mulheres teriam custeado moradia, alimentação e despesas pessoais, acumulando prejuízo financeiro.

Agora, caberá ao Ministério Público de Santa Catarina analisar o inquérito e decidir se apresentará denúncia à Justiça, solicitará novas diligências ou pedirá o arquivamento do caso.

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