O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reagiu à decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu.
Em publicação nas redes sociais neste domingo (7), o parlamentar classificou a medida como mais um problema enfrentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que pretende reverter a situação caso a direita retorne ao comando do país a partir de 2027.
“Pelo visto, mais um problema do Lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados”, escreveu o senador.
A decisão da Comissão Europeia foi oficializada na última sexta-feira (5) e determina a exclusão do Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências sanitárias relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
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Segundo o bloco europeu, o governo brasileiro não apresentou informações suficientes para comprovar que o sistema de produção nacional atende integralmente às normas exigidas pela União Europeia para o setor.
Com a medida, a partir de 3 de setembro, o Brasil ficará impedido de exportar para os países do bloco produtos como carne bovina, carne de frango, pescado, carne equina, mel e tripas utilizadas pela indústria alimentícia.
A restrição preocupa o setor agropecuário brasileiro. Dados do Ministério da Agricultura apontam que, somente em 2025, a União Europeia importou cerca de 368 mil toneladas desses produtos brasileiros, movimentando aproximadamente US$ 1,8 bilhão, valor equivalente a mais de R$ 9 bilhões.
O Brasil foi o único país do Mercosul afetado pelas novas exigências. Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram na lista de nações autorizadas a exportar os produtos para o mercado europeu.
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Representantes do agronegócio avaliam que a decisão pode gerar impactos relevantes para exportadores brasileiros, especialmente em segmentos que possuem forte dependência do mercado europeu.
Enquanto o governo federal busca alternativas diplomáticas e técnicas para tentar reverter a medida, o tema já entrou no debate político nacional e passou a ser utilizado por lideranças da oposição como crítica à condução da política externa e comercial do atual governo.
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